quarta-feira, 15 de junho de 2016

A afabilidade e a doçura

A afabilidade e a doçura



No Sermão do Monte, Jesus disse: 

Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra. 

Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.



O tema A afabilidade e a doçura faz parte do capítulo IX, item 6, do Evangelho Segundo o Espiritismo.

Quando Jesus disse bem-aventurados os mansos, Ele estabeleceu como lei a afabilidade, a doçura, a moderação, a brandura e a paciência; todas são qualidades daqueles que praticam o bem e obedecem as leis de Amor e Caridade. 

Jesus nos prometeu que a Justiça será feita assim na Terra como no Céu; nela não haverá mais lugar para o egoísmo, para o uso da força e da violência; o fraco e o pacífico não serão mais explorados pelos fortes e violentos; estes serão afastados de nosso convívio e perderão o direito de viver na Terra, transformada em um mundo novo, regenerado. Os brandos herdarão a Terra porque cultivaram os valores do Espírito, enquanto os violentos deverão renascer em planetas menos evoluídos e ali recomeçar a luta em condições iguais às atuais. 

Quando Jesus traça como regra de vida a afabilidade e a doçura, estas duas qualidades abrangem outras, como a paciência, a tolerância, a obediência e a resignação. Essas são as qualidades das almas nobres, dos homens bons. 
Todas as pessoas afáveis e doces são gentis. 

E a gentileza se exercita através de pequenos gestos; um simples bom dia; um sorriso; um agradecimento; dar passagem a quem está com pressa. Pode não parecer, mas esses pequenos gestos fazem muita diferença. 

É através de pequenos gestos que começamos a mudar o Mundo. 

A gentileza traz a paz, a tolerância, a paciência, a capacidade de perdoar. 

Não podemos pensar que a educação torna uma pessoa gentil. 

Gentileza é uma maneira de pensar, de enxergar as pessoas; é tratar o outro como gostaríamos de ser tratados; é muito mais do que um código de boa conduta ou de etiqueta. 

A pessoa verdadeiramente gentil não espera nada em troca; ela é verdadeira, honesta; não bajula ninguém apenas para ser gentil; ao contrário, diz “não” da mesma maneira que diz “sim”, quando necessário. 

Ser gentil não é sinal de fraqueza. 

Não revidar uma agressão também não é sinal de fraqueza. 

Ao contrário, fraco é o agressor, que não consegue resolver as coisas de forma pacífica. 

A pessoa gentil é flexível, espera o momento certo para agir, trata o próximo com afeto e carinho, sinônimos da afabilidade e da doçura. 

A pessoa gentil é forte, sabe defender seus pontos de vista com brandura, mas com firmeza. 

A gentileza é exercitada pelas pessoas com capacidade de perdoar. 

Já foi dito que “o fraco jamais perdoa, pois o perdão é característica do forte”. 

Dissemos que a afabilidade e a doçura abrangem a paciência e a tolerância. 

Nossos filhos nos ensinam a cultivar a paciência, mas são nossos inimigos que nos ensinam a praticar a tolerância. 

A pessoa gentil é tolerante e pensa duas vezes antes de responder a uma agressão gratuita. Ela sabe que, muitas vezes, o silêncio é a melhor resposta. 

Quando você está sendo agredido, o agressor não quer ouvir o que você tem a dizer; e nessa hora, já foi dito por um sábio que o silêncio é uma prece. 

Responda ao agressor com o seu silêncio e veja o que acontece. 

Dissemos que nossos filhos nos ensinam a cultivar a paciência; mas esta pode ser exercitada em todos os lugares: no trânsito, na fila do banco, do supermercado. Há várias situações em que somos chamados a exercitar a paciência, e precisamos dela para obter autocontrole, para analisar os problemas com serenidade e, por fim, para termos paz de espírito. 

A paciência nos ajuda a aceitar as dificuldades e os obstáculos da vida e a superá-los com coragem. Isso também se chama resignação e obediência à vontade de Deus. 

A obediência e a resignação são duas virtudes companheiras da doçura e da afabilidade. 

Lendo o Evangelho, aprendemos que a obediência é o consentimento da razão e a resignação é o consentimento do coração 

Ambas são forças ativas, porque nos ajudam a carregar o fardo das provações; e é dessa forma que adquirimos a paz interior que almejamos. 

Disse o Divino Mestre: “Bem-aventurados os pacificadores...” 

Usemos para com os outros o alimento da paz, porque, estendendo paz aos outros, asseguramos a paz a nós mesmos.

Anne Marie Lanatois

Bibliografia consultada para redigir o texto acima:

Livro da Esperança, Emmanuel, Francisco Cândido Xavier, FEB - Amenidade e Nos domínios da paciência

O Espírito da Verdade, Vários Espíritos, Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, FEB – Texto 15: Colher e garganta e texto 73: Se você pensar

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