domingo, 10 de julho de 2016

A indulgência

A indulgência - Parte I

 "O Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo X, item 16"

Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

 Expositora: Regina Peixoto
Rio de Janeiro
03/07/2002

Dirigente do Estudo:

Márcio Duarte

Mensagem Introdutória:

FALAR

 "Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim. Não, não..." - Jesus - Mateus, 5:37.

"Espíritas: queremos falar-vos hoje da indulgência, sentimento doce e fraternal, que todo homem deve alimentar para com seus irmãos, mas do qual bem poucos fazem uso." (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. X:16, FEB.)

Falando, construímos.

Não admitas em tua palavra o corrosivo da malícia ou o azinhavre da queixa. Fala na bondade de Deus, na sabedoria do tempo, na beleza das estações, nas reminiscências alegres, nas induções ao reconforto.

Nos lances difíceis, procura destacar os ângulos capazes de inspirar encorajamento e esperança.

Não te refiras a sucessos calamitosos, senão quando estritamente necessário e ora em silêncio por todos aqueles que lhes sofreram o impacto doloroso. Tantas vezes acompanhas com reverente apreço os que tombam em desastre na rua!...

Homenageia igualmente com a tua compaixão respeitosa os que resvalam em queda moral, acordando em escabroso infortúnio do coração!...

Larga à sombra de ontem os calhaus que te feriram... A noite já passou na estrada que percorreste e o Sol do novo dia nos chama à incessante transformação.

Conversa em trabalho renovador e louva a amizade santificante. Não te detenhas em demasia sobre mágoas, doenças, pesadelos, profecias temerárias e impressões infelizes; dá-lhes apenas breve espaço mental ou verbal, semelhante àquele de que nos utilizamos para afastar um espinho ou remover uma pedra.

Não comentes o mal, senão para exaltar o bem, quando seja possível extrair essa ou aquela lição que ampare a quem lê ou a quem ouve, enobrecendo a vida.

Junto do desespero, providencia o consolo, sem a pretensão de ensinar, e renteando com a penúria, menciona as riquezas que a bondade divina espalha a mancheias, em benefício de todas as criaturas, sem desconsiderar a dor dos que choram.

Ilumina a palavra. Deixa que ela te mostre a compreensão e o amor onde passes, sem olvidar o esclarecimento sem prejudicar a harmonia. O Cristo edificou o Evangelho, por luz inapagável, nas sombras do mundo, não somente agindo, mas conversando também.

Emmanuel

Do Livro: Livro da Esperança

Psicografia: Francisco Cândido Xavier

Editora: CEC

Oração Inicial:

<Wania> Boa noite, amigos!

Jesus amigo, mais uma vez, aqui reunidos em Teu nome, rogamos ao Teu coração generoso que nos ampare na realização da tarefa da noite. Ampare a todos que aqui estão e aos amigos, que por diversas razões, ainda não conseguiram aqui chegar. Envolva a amiga Regina Peixoto, que trará para todos nós, o comentário do Evangelho. Que ela seja inspirada por Teus mensageiros. Que possamos sair desta reunião mais pacificados ,mais esclarecidos, compreendendo melhor as dificuldades dos nossos semelhantes. Que seja em Teu nome, em nome da espiritualidade amiga que coordena esta tarefa, mas sobretudo em nome de Deus, que possamos iniciar mais uma reunião de estudos no Canal Espiritismo.

Que assim seja!

Exposição:

<Regina_Peixoto> Que a Paz do Senhor esteja conosco. Que o estudo seja proveitoso para que possamos compreender a vida melhor e seguir o caminho que Jesus veio nos mostrar.

O assunto de hoje está contido no Capítulo 10, item 16 - Bem-aventurados os que são misericordiosos, A indulgência.

Nesse trecho, ditado pelo espírito Joseph, ele nos alerta quanto às palavras que dirigimos aos outros, condenando atos e atitudes.

Nosso exemplo de perfeição é Jesus. Encarnados na Terra, não há ninguém perfeito como Ele.

Quando julgamos os outros, muitas vezes o que reparamos, é o mesmo erro que também cometemos, mas ao comentarmos, ressaltamos o gesto menos digno do nosso semelhante.

A lição nos convida a termos indulgência e jamais nos ocuparmos com os maus atos dos companheiros. Se pudermos ajudá-lo, comentando particularmente a sua falha, estaremos praticando a indulgência. É assim que gostaríamos que fizessem conosco.

Ao invés de apenas criticarmos, por que não trazermos soluções?

Perdemos tempo enorme falando de tragédias, de assassinatos, de roubos e, no entanto, não nos lembramos de fazer uma prece, tanto pelos causadores das coisas ruins como por aqueles que foram suas vítimas.

Em todos os atos da nossa vida, em todas as coisas que tenhamos a disposição de fazer, devemos observar se será útil para nós e para o nosso próximo.

Antes de tudo, devemos ser mais rigorosos conosco mesmo e com nossas atitudes do que com a do outro. É mais fácil ver o erro do outro do que o nosso. O que a Doutrina Espírita nos convida a fazer é a transformação interior, lutarmos com as nossas más tendências.

Quando conseguimos fazer um pouco daquilo que Jesus nos ensinou, além de nos melhorarmos, melhoramos também aqueles que estão ao nossos redor.

Jesus ensinou que o verdadeiro sentido da caridade consiste na benevolência, na indulgência e no perdão das ofensas. E a lição do Evangelho desta noite nos alerta nesse sentido. Para termos calma, para não nos irritarmos, porque tudo isso nos desanima, nos afasta uns dos outros e irrita.

Jesus na sua calma, conseguiu superar todas as dificuldades da época em que aqui esteve. Seus ensinamentos permanecem até hoje.

Sendo assim, nos esforcemos para tentar seguir o que nos traz o Evangelho. Não devemos perder tempo falando de coisas ruins, vendo coisas ruins. Devemos procurar ajudar o nosso próximo. E como fazer isso?

Trabalhando, deixando de pensar nas coisas ruins, transformando esses pensamentos em pensamentos bons. Trabalhando em uma tarefa , qualquer que seja, em favor daqueles que estão em dificuldades, seja material ou espiritual.

O nosso pensamento é matéria viva. Assim sendo, toda vez que pensarmos coisas ruins atrairemos coisas ruins.

Quando pensarmos coisas boas, atrairemos coisas boas. E, no trabalho do bem, nossa mente estará sempre voltada para as coisas boas.

Essa é a forma de começar a nossa transformação interior.  Ao invés de falarmos mal do vizinho, por que não orarmos por ele, para que ele melhore?

Ao invés de criticarmos os políticos, por que não orarmos para que tomem soluções acertadas? É assim, nas pequenas coisas, que começamos a nos melhorar.

Jesus veio nos ensinar a amar. Gesto simples, mas que ainda não conhecemos a sua essência.

Por ser tão simples, torna-se tão difícil.

É partindo do princípio de que fazer ao outro aquilo que gostaríamos que fizessem para nós, que começamos aprender a amar. E começamos aprender a amar, sendo indulgentes, perdoando e fazendo pequenas coisas, tanto no meio familiar  como com as outras pessoas com as quais nos relacionamos.

Devemos ser pacientes também com aqueles que ainda não conhecem as palavras do Envangelho,  com quem não tem Deus no coração e, portanto, não conhece o que já aprendemos com a Doutrina Espírita.

Fomos criados simples e ignorantes e o destino de todos nós é a perfeição. A pessoa mais cruel que possa existir nesse mundo, um dia será espírito perfeito também.

A escolha é nossa. O caminho, Jesus nos ensinou.

Algumas vezes, pensamos que o caminho mais curto é o mais fácil e nos enganamos. Mas Deus, na Sua bondade infinita, sempre nos dá a chance de recomeçarmos e seguirmos pelo caminho certo.

Quem somos nós para achar que estamos sempre certos, ou que somos melhores que outra pessoa?

Cada qual tem a sua dificuldade e, é contra essa dificuldade, que temos que lutar. No fundo, não lutamos contra os outros e sim contra nós mesmos, tentando dominar a nossas más tendências. No Livro dos Espíritos, encontramos orientações dos Espíritos que dizem que o melhor espírita é aquele que consegue dominar suas más tendências .

Terminando o nosso raciocínio, voltando ao item 16 do Capítulo 10, não nos esqueçamos: antes de criticarmos o defeito do outro, pensemos primeiro se não existe em nós aquele mesmo defeito.

Sejamos portanto, mais rigorosos conosco e indulgentes com o outro.

Oração Final:

<Moderador_> Senhor Jesus, nós Te agradecemos por mais esta oportunidade de estudo que nos concedestes nesta noite. Pedimos que abençoes a cada um de nós aqui presentes e a todos aqueles companheiros que necessitam de Teu carinho e de Tua luz. Que possamos refletir sobre o tema estudado nesta noite, de fundamental importância para nossas vidas. E que os Teus emissários de luz possam nos auxiliar em nossa caminhada evolutiva. Fique conosco, abençoa-nos! E que em Teu nome, em nome de Deus e da espiritualidade amiga que dirige este trabalho, possamos encerrar o nosso estudo da noite de hoje.

Que assim seja!