terça-feira, 24 de maio de 2016

Resignação: Aceitá-la ou Recusá-la?

Resignação: Aceitá-la ou Recusá-la?

Deus nos colocou nesse Universo para que nele pudéssemos recuperar laços antes destruídos.
Deus nos deu a chance e a dádiva que é a vida, para que nela o nosso espírito pudesse explorar todas as possibilidades de evolução e crescimento.
É certo que cada espírito na sua missão e na sua individualidade, recebe tudo aquilo que lhe cabe no momento, como provação – provas e testes -, que muitas vezes, o ensina pelo caminho da dor e das lágrimas, mas que permite colocar amor onde existia ódio, doação onde existia egoísmo, perdão onde existe vingança e rancor.
Deus jamais quer o sofrimento de seu filho. Ele quer que, pela lei natural, o espírito descubra na sua essência os verdadeiros valores de sua existência.
A existência de um indivíduo só é válida para Deus e reconhecida pelos seus sagrados olhos quando passamos por ela, justamente fazendo das provas e expiações, algo real e verdadeiro, sem que fujamos usando escassos argumentos, medos, pensamentos suicidas ou até mesmo subterfúgios – fugas ocultas que disfarçam as provas.
É preciso ao invés da fuga, abrir os olhos e aceitar no silêncio a prova que lhe cabe, mas os olhos espirituais só abrem quando os olhos físicos se fecham, e os olhos espirituais se abrem na certeza de um amanhã novo, modificado e iluminado.
Mas para se alcançar este estado de graça é preciso ser um homem de fé que acredita na vida futura e em uma eterna existência espiritual.
Enquanto o homem não abandonar o egoísmo, o orgulho, a inveja e outros sentimentos mundanos, será ele condenado a uma vida de dor, de depressão e de sofrimento, onde ele recusará a resignação e aceitará todos malefícios que o abandono espiritual pode lhe causar.
Muitas pessoas sofrem de dores espirituais, são prisioneiros de suas cobranças materiais, e se esquecem que são filhos de Deus.
Muitos se encontram na depressão, pois se afastam de Deus se tornando fracos ao ponto de se entregar perante as suas provas.
É preciso ter fé, aceitar quem somos e o que fazemos neste mundo.
É preciso constantemente o agradecimento e a gratidão, pois são sentimentos fortes e estão relacionados à resignação.
O homem moderno sofre por várias causas, mas atualmente a depressão cresce, e a depressão nada mais é que o vazio existencial que se dá no indivíduo materialista, que se cobra e se afasta de Deus, e não consegue ter olhos espirituais de resignação perante as dores e os sentimentos das provas que enfrentam.
O homem tem medo de mudança, porque mudar é abandonar hábitos, e o novo pede resignação. Tudo em nossa vida pede resignação e aceitação, quando trocamos de emprego, de amigos, de cidade, de país, tudo tem o tempo de Deus, de reencontro, de ajustes, adaptações, modificações e melhora.
Mas o homem desconfia e se julga um miserável perdido e abandonado por Deus, ao invés de suportar no silêncio e ver o que as portas do novo lhe aguardam.
Vamos abandonar os olhos terrestres. Os olhos terrestres chamam ganância, orgulho e sentimentos inferiores.
Vamos ter olhos espirituais, amar a todos, fazer o bem, acreditar na onipresença de Deus e na companhia de Jesus.
Se acreditarmos na companhia de Jesus, na fé e na coragem que Ele teve, devemos ter resignação e jamais renunciá-la com falsas e diversas desculpas. Ter resignação é fechar os olhos terrestres.
Confiem com fé quando a porta estiver fechada, certo de que ela em algum momento vai se abrir e um novo e belo caminho nos será apresentado, e aí só nos resta estar preparados e felizes para visualizar o que os nossos olhos terrestres e espirituais vislumbrarem.
A fé é a resignação exercitada, a porta; e o novo é a prova de que toda a resignação exercida faz e permite que o indivíduo colha frutos benéficos e positivos em sua vida.
Mas qual é o problema?
Falatório desperdiçado onde o silêncio deveria permanecer; coração empedernido no lugar de envolto de amor; ambição no lugar da humildade e falta de fé são as causas da resignação ser tão recusada.

Centro Espírita Casa de Emmanuel
REUNIÃO PÚBLICA DO DIA 18-07-2.006
EVANGELHO: Capítulo V – Bem aventurados os aflitos.
Psicografado por: Maria Cecília Cyrino Moreira

Fonte: Site Doutrina Espírita - Luz da Razão

MOTIVOS DE RESIGNAÇÃO


Muitas pessoas murmuram diante das dificuldades da vida, o que representa, de maneira consciente ou inconsciente, revolta contra Deus.

É como se dissessem: não mereço os obstáculos, as provas que estou vivenciando; que Deus está sendo injusto comigo!

Trata-se de um foco equivocado frente à existência corpórea no planeta em que vivemos.
Fomos, como o espírita estudioso sabe, criados simples e ignorantes mas tendo por meta nos tornarmos sábios e benevolentes no curso do tempo.

Deus, que nos ama, a par de nos ter concedido a consciência, a inteligência, a razão, o livre-arbítrio, nos proporciona ciclicamente programações reencarnatórias. Cada programação reencarnatória é cuidadosamente preparada por benfeitores espirituais, dela podendo participar o Espírito que irá reencarnar, se já tem condições para isso.

Na programação são levados em conta, entre outros aspectos, o lado daquilo que o Espírito fez ou deixou de fazer em existência ou existências físicas anteriores, e o lado daquilo que, no momento presente, mais útil é ao seu desenvolvimento espiritual, na direção do progresso incessante.

Os desafios da vida, as provas, bem como as expiações, portanto, têm por finalidade servir à evolução de cada um, não representando desamor de Deus por nós, mas, muito pelo contrário, amor e misericórdia; amor pela obra (que somos nós) que Ele mesmo criou; misericórdia para com nossos equívocos, débitos, erros pregressos.

Cada Espírito reencarnado, portanto, encontra-se no melhor local e na melhor situação para enfrentar lances que, se bem resolvidos, representarão acréscimo aos seus valores e à sua bagagem espiritual.

Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo V, item 12, 52ª edição – FEB, que tem o título deste editorial, Kardec pondera por estas palavras:

Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados.

Jesus aponta a compensação que hão de ter os que sofrem e a resignação que leva o padecente a bendizer do sofrimento, como prelúdio da cura. Não se trata, como o espírita estudioso sabe, apenas da cura de enfermidades orgânicas, mas, também, de cura das enfermidades da alma.

Prossegue Kardec:

Também podem essas palavras ser traduzidas assim: Deveis considerar-vos felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo são o pagamento da dívida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair; suportadas pacientemente na Terra, essas dores vos poupam séculos de sofrimentos na vida futura. Deveis, pois, sentir-vos felizes por reduzir Deus a vossa dívida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantirá a tranquilidade no porvir.

O espírita, com sua fé raciocinada, pode, pois, entendendo o mecanismo das provas e expiações no contexto do progresso do Espírito, suportar um “mal” com resignação, conformar-se, sem murmurar, diante de certos desafios, sejam eles de ordem material, espiritual ou moral, não significando isso que irá cruzar seus braços, mas que terá como lema: buscarei modificar para melhor tudo que estiver ao meu alcance, mas me resignarei diante daquilo que não conseguir mudar!

Finaliza Kardec:

O homem pode suavizar ou aumentar o amargor de suas provas, conforme o modo por que encare a vida terrena. Resignáveis, portanto, são todas as provas, expiações, perdas, sofrimentos que o encarnado não conseguir reverter, lembrando-se que Deus nunca coloca nos ombros de seus filhos fardos superiores às suas forças.

Com os olhos, bem como a mente e o coração, voltados para o futuro melhor e mais feliz que nos aguarda, pelo próprio esforço, podemos entender e sentir a transitoriedade da existência material.

Revista RIE

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/revista-espirita/motivos-de-resignacao/#ixzz49bOkhrvN

Sofrimentos e resignação

Sofrimentos e resignação


Temos que admitir que na Terra todos sofremos. Sim, todos sofremos na Terra.

Este é um planeta de provações e de expiações. Isso não é bom, nem é ruim, é a condição evolutiva do planeta.

Desde os mundos primitivos destinados às primeiras existências humanas até os mundos divinos, celestes, conforme a classificação dos Espíritos, encontramos os mundos de provas e expiações.

Afirmam os Guias da Humanidade que, nos mundos de provas e expiações predomina o mal. O bem ainda se elabora, mas predomina o mal.

Se nesses mundos predomina o mal, todos aqueles que neles vivemos, estamos, de certa maneira, sujeitos ao mal desse mundo.

É muitíssimo importante pensar nessa questão. Cada vez que olhamos a nossa volta encontramos sofrimentos de todos os níveis.

Sofrimentos na área social. Há indivíduos que nascem, que vivem em estado de tamanha pobreza, de miséria sociologicamente ditos, abaixo da linha da pobreza, economicamente também entendidos assim.

E ficamos a nos perguntar: Como é que no mundo onde se põe fora, onde se exorbita, onde há lixo rico, nas grandes cidades, pode existir tanta fome?

Encontramos criaturas que, desde que nascem são marcadas por enfermidades soezes, indivíduos que são autistas, hidrocéfalos, microcéfalos, macrocéfalos, cegos, surdos-mudos, criaturas que nascem com lesões intransponíveis como os anencéfalos, os descerebrados; crianças que nascem com parte do tronco cerebral apenas e, por isso, a vida orgânica não pode avançar.

Olhamos para outro lado deste mesmo mundo e achamos criaturas que nascem em berço de ouro, ricas, de famílias poderosas, mas elas próprias marcadas por insidiosas paralisias, lesões cerebrais, com esquizofrenias, tormentas no campo psicológico, no campo psiquiátrico.

Então ficamos a pensar: Que mundo é este? Um mundo de provas e expiações.

Desta maneira, temos dois caminhos: ou entendermos por que é que vivemos neste mundo e por que este mundo tem essas características ou desarvorarmo-nos ou nos perdermos na revolta.

Este segundo caminho é completamente inábil. Não nos serve, não nos levará a lugar algum que não seja o enlouquecimento maior. Resta-nos a primeira possibilidade: tratar de compreender porque nesse mundo se sofre tanto.

Ora, na medida que entendemos que esse é um mundo de provações e de expiações fica claro porque todos sofremos, de uma maneira ou de outra.

Não existe uma só criatura que não tenha as suas lesões. Pessoas bonitas, bem postas mas, quando conversamos com elas, são dadas a enxaquecas, têm problemas de coluna, têm crises hepáticas, carregam mil e um problemas que o rosto não mostra.

Ficamos a pensar nas condições deste mundo. Se é um mundo onde o mal ainda predomina, nós que estamos aqui ainda carregamos muitas marcas desse mal que na Terra predomina.

Por que carregamos essas marcas? Porque proviemos de outras existências onde essas coisas foram realizadas e Cristo afirmou que não sairíamos daqui até pagarmos o último quadrante, a última moeda, para usar uma linguagem figurada do mundo.

Por causa disso, vale a pena pensar numa saída para toda essa gama de sofrimentos, de males, que encontramos ao longo do nosso planeta.

Fugir deles? Impossível. Para onde quer que vamos, lá estará o problema, a dificuldade, o acicate da Lei Divina, as Leis naturais funcionando.

E cada qual de nós precisará se acostumar com essas ocorrências do planeta Terra, a driblar esse mal que exacerba no nosso mundo e procurarmos, ao longo dos dias, trabalhar para que a Terra seja mais feliz do que é hoje.

*   *   *

Quando pensamos nessa gama de sofrimentos do nosso planeta, muitas vezes ficamos a nos perguntar a respeito do sofrimento dos bichos, dos animais. Por que é que eles sofrem?

Chegamos a compreender porque é que nós, seres humanos, sofremos. Nossos erros, nossos delitos, nossos crimes cometidos em outras existências, em outras experiências aqui no mundo, nesta mesma vida, em vidas passadas.

Mas e os bichos? Os bichos não erram, eles não cometem erros. Os animais seguem a Lei do determinismo e, dentro da Lei do determinismo, eles não erram nunca.

Jamais uma serpente dá o bote em alguém porque não gostou do rosto, porque não simpatizou com a pessoa. Ela dá o bote para se defender, porque se sente acuada. Assim fazem todos os demais animais com as suas defesas.

Quando pensamos no sofrimento dos animais temos que perceber que, cada ser que sofre neste mundo, tem um objetivo determinado pela Lei Divina.

Os bichos sofrem não para resgatar os erros cometidos. É para despertar-lhes os centros psíquicos.

Os animais são princípios espirituais, são Espíritos em evolução e, certamente, precisam da dor, do sofrimento para se acostumarem a buscar no planeta os recursos salvadores.

Jamais a Humanidade soube existir veterinários, nas florestas. No entanto, os animais sofriam e buscavam recursos na floresta. Sofrem e buscam recursos na floresta.

Naturalmente que tudo isso se deveu a esse processo evolutivo. A dor, nos irracionais, não tem o mesmo objetivo que a dor no ser humano.

No ser humano, a dor nos fustiga o lado moral para que a gente aprenda a perdoar, a ser humilde, a baixar a crista do orgulho. Mas, nos irracionais não, a dor tem outro sentido. É de fazê-los crescer, fazê-los progredir.

Olhamos o nosso gato em casa, o nosso cão e, de repente, eles vão comer grama, comem capim. A gente não sabia o que eles estavam sentindo. Põem para fora, regurgitam e ficam sãos.

Quem foi que ensinou a esses animais a buscar em a natureza vegetal o remédio para seus problemas?

Assim se passa com as aves, com as feras, na intimidade da floresta e, naturalmente, temos que convir que há um caminho importantíssimo a trilharmos, que é o da compreensão.

Na medida em que sabemos disso, encaramos melhor as dores do mundo, as dores da Terra, com uma virtude que se chama resignação.

A resignação, de maneira alguma, será acomodação. Não temos que cruzar os braços porque sofremos ou diante das dores e deixar que Deus resolva.

Se estamos desempregados, temos que correr atrás do trabalho. Se estamos enfermos, temos que buscar a medicina, a medicação, o tratamento. Se temos qualquer problema neste mundo, neste mundo teremos que resolvê-lo.

Mas a resignação não é sinônimo de acomodação, vale repetir, a resignação é o olhar que temos para esses fenômenos, é a maneira como vemos esses fenômenos.

Se não fosse a resignação, entraríamos na rota do desespero, entraríamos no circuito da desolação porque, quando não compreendemos porque sofremos, sofremos duas vezes.

A primeira vez pelo sofrimento em si, a segunda vez pela ignorância a respeito dele.

Por isso, é a Doutrina dos Espíritos que tem, no seu contexto e nos seus textos, essas explicações, esses recursos para nos fazer pensar na razão pela qual os seres humanos sofremos e por qual razão os irracionais sofrem na Terra.

Vale a pena pensar que os animais sofrem por um sentido: para despertar-lhes a vida psíquica, acordamento dos seus valores psíquicos enquanto o ser humano sofre para resgatar seus débitos e realizar aprendizagens no campo moral.

Daí começarmos a perceber como é importante essa virtude da resignação.

O Evangelho segundo o Espiritismo, a terceira obra da Codificação da Doutrina Espírita, feita por Allan Kardec nos explica que, enquanto a obediência corresponde ao consentimento do raciocínio, da razão, a resignação corresponde ao consentimento do coração. É o nosso sentimento que nos dá ensejo à resignação.

Ser resignado não é ser paralisado, estagnado, acomodado, inerme, inerte. Resignado é ter o entendimento da razão das coisas, o que não nos impede de sofrer, nem de chorar, mas que nos dá a alegria de saber que estamos dando conta do nosso recado no mundo.



                 Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 172, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná. Programa gravado em setembro de 2008. Exibido pela NET, Canal 20, Curitiba, no dia 15.11.2009.

Motivos de Resignação

Motivos de Resignação
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A - Texto de Apoio:

* Por estas palavras: Bem-aventurados os aflitos, pois que serao consolados,
Jesus aponta a compensacao que hao de ter os que sofrem e a resignacao que
leva o padecente a bendizer do sofrimento, como preludio da cura.
Tambem podem essas palavras ser traduzidas assim: Deveis considerar-vos
felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo sao o pagamento da
divida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair; suportadas
pacientemente na Terra, essas dores vos poupam seculos de sofrimentos na
vida futura. Deveis, pois, sentir-vos felizes por reduzir Deus a vossa
divida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantira' a tranquilidade
no porvir.

* O homem que sofre assemelha-se a um devedor de avultada soma, a quem o
credor diz: "Se me pagares hoje mesmo a centesima parte do teu debito,
quitar-te-ei do restante e ficaras livre; se o nao fizeres,
atormentar-te-ei, ate' que pagues a ultima parcela." Nao se sentiria feliz o
devedor por suportar toda especie de privacoes para se libertar, pagando
apenas a centesima parte do que deve? Em vez de se queixar do seu credor,
nao lhe ficara
agradecido? Tal o sentido das palavras: "Bem-aventurados os aflitos, pois
que serao consolados."

* Sao ditosos, porque se quitam e porque, depois de se haverem quitado,
estarao livres. Se, porem, o homem, ao quitar-se de um lado, endivida-se de
outro, jamais podera' alcancar a sua libertacao. Ora, cada nova falta
aumenta a divida, porquanto nenhuma ha, qualquer que ela seja, que nao
acarrete forcosa e inevitavelmente uma punicao. Se nao for hoje, sera'
amanha; se nao for na vida atual, sera' noutra. Entre essas faltas, cumpre
se coloque na primeira fiada a carencia de submissao 'a vontade de Deus.
Logo, se murmurarmos nas aflicoes, se nao as aceitarmos com resignacao e
como algo que devemos ter merecido, se acusarmos a Deus de ser injusto, nova
divida contraimos,
que nos faz perder o fruto que deviamos colher do sofrimento. E por isso que
teremos de recomecar, absolutamente como se, a um credor que nos atormente,
pagassemos uma cota e a tomassemos de novo por emprestimo.

* Ao entrar no mundo dos Espiritos, o homem ainda esta' como o operario que
comparece no dia do pagamento. A uns dira' o Senhor: "Aqui tens a paga dos
teus dias de trabalho"; a outros, aos venturosos da Terra, aos que hajam
vivido na ociosidade, que tiverem feito consistir a sua felicidade nas
satisfacoes do amor-proprio e nos gozos mundanos: "Nada vos toca, pois que
recebestes na Terra o vosso salario. Ide e recomecai a tarefa."

* O homem pode suavizar ou aumentar o amargor de suas provas, conforme o
modo por que encare a vida terrena. Tanto mais sofre ele, quanto mais longa
se lhe afigura a duracao do sofrimento. Ora, aquele que a encara pelo prisma
da vida espiritual apanha, num golpe de vista, a vida corporea. Ele a ve^
como um ponto no infinito, compreende-lhe a curteza e reconhece que esse
penoso momento tera' presto passado. A certeza de um proximo
futuro mais ditoso o sustenta e anima e, longe de se queixar, agradece ao
Ceu as dores que o fazem avancar.

* Contrariamente, para aquele que apenas ve^ a vida corporea, interminavel
lhe parece esta, e a dor o oprime com todo o seu peso. Daquela maneira de
considerar a vida, resulta ser diminuida a importancia das coisas deste
mundo, e sentir-se compelido o homem a moderar seus desejos, a contentar-se
com a sua posicao, sem invejar a dos outros, a receber atenuada a impressao
dos reveses e das decepcoes que experimente. Dai tira ele uma calma e uma
resignacao tao uteis 'a saude do corpo quanto 'a da alma, ao passo que, com
a inveja, o ciume e a ambicao, voluntariamente se condena 'a tortura e
aumenta as miserias e as angustias da sua curta existencia.

B - Questoes para estudo e dialogo virtual:

1 - De que forma o sofrimento pode ser traduzido por felicidade?

2 - O que ocorre com aquele que nao sofre resignadamente?

3 - Na pratica, como podemos suavizar nossas provacoes?

Motivos de resignação - Conclusão Voltar ao estudo

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EESE020b - Cap. V - Itens 12 e 13
Tema: Motivos de Resignacao
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A - Texto de Apoio:

Aflicoes sao resgates perante a justica divina, decorrentes de erros do
passado. Aceita-las com resignacao e' quitar-se. No entanto, blasfemar e'
adiar o pagamento e contrair novos debitos.

B - Questoes para estudo e dialogo virtual:

1 - De que forma o sofrimento pode ser traduzido por felicidade?

Sendo as dores de hoje o resgate de nossas dividas passadas, o sofrimento
constitui forma e oportunidade abencoada de quitacao daquelas dividas.
Portanto, e' feliz aquele que salda debitos com a justica divina.

Maldizer o sofrimento e' abdicar o homem do unico remedio que lhe permite a
reconquista da felicidade.

2 - O que ocorre com aquele que nao sofre resignadamente?

Mostrar-se irresignado com o sofrimento e' tornar-se insubmisso 'a vontade
de Deus. Aquele que assim age, ao inves de saldar seus debitos, nova divida
contrai, edificando um futuro tormentoso.

"... teremos de recomecar absolutamente como se, a um credor que nos
atormente, pagassemos de novo por emprestimo."

3 - Na pratica, como podemos suavizar nossas provacoes?

Moderando nossos desejos, evitando a inveja, o ciume, a ambicao, dando 'a
vida material o valor relativo que lhe e' peculiar, acima de tudo
aceitando-a com resignacao, e praticando o bem ao proximo.

"Dai' tira ele uma calma e uma resignacao tao uteis 'a saude do corpo quanto
'a da alma..."

Motivos de Resignação

Bem-Aventurados os Aflitos - Capítulo V - "Motivos de Resignação"

A resignação anda sempre de mãos dadas com a fé — ela é, em verdade, uma das formas de aplicar a fé em nosso cotidiano. O que caracteriza a resignação é a aceitação completa, não apenas do sofrimento em si, mas de todas as circunstâncias que se encontram fora de nosso controle. É através dela que aprendemos que debater-se não nos leva a nada.

A partir do momento em que temos plena consciência do fato da reencarnação, ou seja, da existência de múltiplas vidas para um só espírito, não há grandes desculpas para negar-se à resignação. Sabemos bem que o sofrimento que encontramos nesta vida é muitas vezes consequência de alguma falha que trazemos no espírito e que devemos consertar — é sempre dolorido tocar em antigas feridas, mas é a única forma de realmente curá-las.

Mais do que isso, sabemos que o sofrimento é passageiro. Lembro-me de ter lido um livro, há algum tempo, que dizia que todas as circunstâncias são nuvens — vagarosamente passam, transformando-se diante de nossos olhos. De modo que é tolice apegar-se a elas, sejam boas ou ruins.

Acreditar que uma determinada situação irá durar para sempre é o mesmo que acreditar que as nuvens estejam pregadas no céu.

É possível que tenhamos uma visão um pouco distorcida da resignação. Quando falamos dela, podem vir à mente imagens ligadas à estagnação, à falta da escolha individual ou até à uma certa imaturidade intelectual. Devemos, porém, nos assegurar que não é disso que se trata a resignação.

Resignar-se é simplesmente aceitar a vida tal como ela é, e nada além disso. De que adianta debater-se diante de uma situação que não se pode mudar, recusando-se até mesmo a admitir que ela existe?

Porém, muita atenção: a aceitação de uma circustância não quer dizer imobilizar-se diante dela. Muito pelo contrário — essa aceitação nos chama à ação, à procura de outras possibilidades. Não devemos nos martirizar pelo que perdemos, mas sim adaptar-nos à nova situação que se apresenta.

Esta resignação só é possível quando escolhemos manter um ângulo de visão amplo (e nisto, o conhecimento da reencarnação pode nos ajudar muito). Reconheçamos, então, três fatos importantes:

- O sofrimento é sempre temporário.
- O sofrimento é um modo de sanar dívidas contraídas nesta encarnação, ou, em outro casos, em encarnações anteriores, de modo que ele é, muitas vezes, uma chance que nos é dada, e pela qual devemos agradecer.
- No fim das contas, não existem acontecimentos bons e nem acontecimentos ruins: a vida se apresenta diante de nossos olhos tal como ela é, e somos nós que, impregnados com os valores transmitidos pela sociedade, julgamos os acontecimentos como « bons » ou « ruins », de acordo com o que nos parece melhor. Porém, muitas vezes algo que julgamos como « bom » se desenrola em consequências consideradas ruins, e vice-versa.

Viver em resignação, alegrando-se por todas as chances que se nos apresentam, constitui a única verdadeira forma de liberdade que podemos ter, enquanto encarnados.

Vivamos, então, cada dia aceitando as surpresas e os sofrimentos da vida como se estes fossem selecionados a dedo pela vontade divina, visando apenas o nosso bem, sem aflições e sem conflitos desnecessário, em completa aceitação à vontade de Deus.

O poder da resignação

O poder da resignação

Virtude esquecida e pouco trabalhada, a resignação é a base para nossa paz com Deus.
Ensina-nos o benfeitor espiritual Lázaro, em “O Evangelho segundo o Espiritismo” (Cap. IX, item 8), que: “a obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração.”
Sobre essa virtude, o benfeitor espiritual André Luiz, em seu livro “Agenda cristã”, ensina que “a rocha garante a vida no vale por resignar-se à solidão” e que “a resignação tem o poder de amenizar o impacto causado pelo sofrimento.”
Resignação não é o mesmo que conformismo. Enquanto o conformista se acomoda às circunstâncias, seja por preguiça, indolência, orgulho ou, até mesmo, por ignorância, o resignado procura se adequar sempre aos desígnios divinos e às lições de Jesus, sem deixar de se melhorar, melhorando a vida em torno de si e daqueles com quem vive.
Os que vivem revoltados ou indignados contra tudo e contra todos, acabam por se tornar antipáticos aos outros, além de correr o risco de prejudicar a própria saúde, física e mental.
Já os submissos a Deus, confiantes na bondade e na misericórdia divina, acabam por conquistar a simpatia e a admiração dos outros, tornando-se, eles mesmos, exemplos dessa virtude. Ser resignado é estar em paz com Deus e estamos em paz com Ele quando nos submetemos, confiantes, aos Seus desígnios. Mas a resignação não é possível sem uma fé sólida e esclarecida. Quanto mais robusta a fé, maior o sentimento da resignação. Essa é uma das muitas contribuições da Doutrina Espírita. Além de esclarecer consolando e consolar esclarecendo, ela nos ensina a voltar os olhos para o futuro, acalentando-nos com as bênçãos da esperança na vida futura – a vida espiritual – nossa herança divina. É o que nos ensina o Espírito Emmanuel, no livro “Benção de paz”, (Cap. 51):

“Falta-nos reconhecer – mas reconhecer claramente – que Deus está em nós, conosco, junto de nós, ao redor de nós e que, por isso mesmo, é imperioso, de nossa parte, aceitar as lições difíceis, mas sempre abençoadas do sofrimento, nas quais, a pouco e pouco, obteremos a coragem suprema da fé invencível.”
Allan Kardec, em suas obras, nos legou preciosas orientações em torno da resignação, inclusive no sentido de rogarmos aos Bons Espíritos o auxílio necessário para a conquista dessa virtude. No Cap. V, item 13, de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, em suas considerações sobre os motivos para a resignação, ele afirma:
“O resultado da maneira espiritual de encarar a vida é a diminuição de importância das coisas mundanas, a moderação dos desejos humanos, fazendo o homem contentar-se com a sua posição, sem invejar a dos outros, e sentir menos os seus revezes e decepções. Ele adquire, assim, uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo como à da alma.”
No capítulo dedicado às preces, Kardec incluiu três sugestões de rogativas para solicitarmos, aos Bons Espíritos, a benção da resignação nas situações aflitivas da vida, (Cap. XXVIII, itens 30-33), esclarecendo que:
“Em todos os casos, devemos submeter-nos à vontade de Deus, suportar corajosamente as atribulações da vida, se quisermos que elas nos sejam contadas e que se apliquem sobre nós estas palavras do Cristo: Bem-aventurados os que sofrem.”
Com a revolta diante das aflições da vida, não alcançaremos a vitória espiritual sobre nós mesmos, correndo o risco de termos que repetir essas experiências, talvez em condições mais difíceis, em futuras existências. Porém, com a resignação, nossas dores serão como os primeiros avisos de que nossa alegria espiritual está a caminho.
Considerando que tudo se resume numa única palavra – aceitação – Emmanuel conclui seus comentários sobre a resignação, na mesma lição citada: “Devemos “confiar em Deus nos de céu azul, mas igualmente confiar em Sua Divina Providência nas horas da tempestade. Acolher a dor como sendo a preparação da alegria. Atravessar a provação, entesourando experiência. Observar as leis da vida e acatá-las, compreendendo que a dificuldade é instrução imprescindível.”

Motivos de Resignação - Powerpoint

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