A necessidade da reencarnação: um recurso consolador
Há várias passagens na Bíblia, tanto no Antigo como no Novo Testamento, nas quais o conceito das múltiplas existências fica evidente. No entanto, é no encontro de Nicodemos com Jesus, narrado somente no Evangelho segundo João (capítulo 3, versículos 1-12) que a necessidade da reencarnação é enfatizada de forma categórica, não apenas sua necessidade mas também a forma como ela se processa. Por não aceitarem a reencarnação, estudiosos e tradutores de outras religiões fazem verdadeiras peripécias, um jogo de palavras, para confundir o verdadeiro sentido dessa passagem do Evangelho.
Nicodemos era fariseu, portanto, aceitava o conceito das vidas sucessivas. Homem rico, culto, inteligente, príncipe (chefe) do Sinédrio (assembléia de juízes judeus que constituía a corte e legislativo supremos da antiga Israel), na época do seu encontro com Jesus tinha 70 anos de idade. A chegada da velhice o fazia pensar no que havia feito de sua vida. Sendo profundo conhecedor das Escrituras Sagradas, sabia, pelos ensinamentos dos profetas, que cada um seria julgado por suas obras. Ele, no entanto, apesar do grande conhecimento que possuía, embora nunca tivesse feito mal a alguém, igualmente nunca havia se preocupado em espalhar o bem além das fronteiras de seus relacionamentos pessoais. Era um homem bom mas sua bondade e dedicação haviam se limitado aos familiares e amigos.
Essa crise de consciência o perturbava e por isso resolveu procurar por Jesus. Vejamos a situação contraditória: um homem idoso, rico, culto e influente, tanto política como religiosamente, buscando apoio espiritual com um jovem que tinha menos da metade da idade dele, pobre, que não havia frequentado escolas e sem nenhum destaque no meio político e religioso da época. O normal seria o contrário, não é mesmo? Pelo inusitado dessa situação é que podemos fazer uma idéia do quanto Nicodemos andava aflito.
Ao saber que Jesus estava em casa de amigos, nos arredores de Jerusalém, resolve ir até Ele. Esperou que anoitecesse para não correr o risco de ser reconhecido por alguém. Essa atitude de Nicodemos nos mostra que muitos procuram se acercar de Jesus sem no entanto se comprometerem com seus ensinamentos.
Chegando à casa, bateu à porta e foi atendido pelo apóstolo João, o qual o conduziu até o aposento onde Jesus se encontrava. Foi recebido carinhosamente pelo Mestre. A serenidade de Jesus o encorajou a iniciar a conversa: "Rabi, sabemos que és mestre, vindo da parte de Deus, porque ninguém pode fazer estes milagres que tu fazes se Deus não estiver com ele." Ao que Jesus respondeu: "Na verdade, na verdade te digo que não pode ver o Reino de Deus, senão aquele que renascer de novo."
Essa resposta pareceu desconexa naquele momento, no entanto, bem mostra que Jesus sabia perfeitamente o que se passava no mundo íntimo do velho Nicodemos, o qual, apesar de aceitar o conceito das vidas sucessivas, ficou surpreso com o que ouviu, sem conseguir entender o que Jesus queria lhe dizer. Por isso é que fez uma pergunta até certo ponto ingênua, como se desconhecesse totalmente o assunto: "Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode entrar no ventre de sua mãe e nascer outra vez?".
E Jesus continua, tentando esclarecer melhor o assunto: "Em verdade te digo que quem não nascer da água e do espírito, não pode entrar no Reino de Deus. O que é nascido de carne é carne, e o que é nascido do Espírito é Espírito. Não te maravilhes de eu te dizer que importa-vos nascer de novo."
Com essas palavras Jesus se aprofunda nos mecanismos em que se dá a reencarnação: renasceremos através da matéria (simbolizada pela água, que para os judeus simboliza o origem da vida física) e do Espírito, ou seja, com a bagagem espiritual trazida de outras existências; é o mesmo Espírito, a mesma individualidade, porém em outro corpo físico. Jesus ainda chama sua atenção para que não se surpreendesse diante dessas verdades pois não somente ele mas todos necessitam da reencarnação. Jesus tentava fazer com que Nicodemos, recordando o conceito das vidas, que ele conhecia, asserenasse seus pensamentos e apreensões pois o que não tivesse conseguido realizar naquela existência certamente poderia fazer em outras; que todas as suas conquistas espirituais e intelectuais não estariam perdidas.
Jesus termina o diálogo dizendo: "Tu és mestre em Israel e não sabes estas coisas?" E, dirigindo-se, em seguida, para toda a humanidade (notemos que Ele mudou o tratamento de 'tu' para 'vós') encerra dizendo: "Se quando eu vou tenho falado das coisas terrenas, ainda assim não me credes, como creríeis se eu vos falasse das celestiais?"
O Espiritismo nos ensina que a reencarnação é uma necessidade para o nosso aperfeiçoamento espiritual e que deve ser encarada como um recurso consolador e não como um castigo. Foi isso que Nicodemos, apesar de todo o conhecimento intelectual que possuía, não conseguiu compreender naquele momento. A certeza de outras oportunidades de existências no campo físico é um recurso misericordioso de Deus para com toda a humanidade, o que nos enche de esperanças no futuro, onde alcançaremos nossa felicidade integral.
(Tema apresentado na reunião pública do dia 23 de maio de 2011)
sexta-feira, 1 de julho de 2016
NECESSIDADE DA ENCARNAÇÃO DOS ESPÍRITOS
NECESSIDADE DA ENCARNAÇÃO DOS ESPÍRITOS - 96
É preferível compreender para aceitar, que aceitar para depois compreender.
Deus é a Inteligência Suprema, Causa Primária de todas as coisas.
Com plena sabedoria, justiça e amor, criou o Universo e os Espíritos.
Consideremos o Universo como tudo que existe na Natureza.
Os Espíritos são os seres inteligentes da Natureza.
Criados simples e sem conhecimentos as criaturas de Deus são igualmente dotadas de potencialidades que se desenvolvem à custa de cada um: o pensamento, a vontade, a consciência, o livrearbítrio, o amor...
A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que possam cumprir, com a ajuda de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhe confiou; ela é necessária a eles mesmos porque a atividade que são obrigados a desempenhar ajuda o desenvolvimento das suas potencialidades.
A encarnação é uma primeira prova do uso que cada Espírito fará do seu livrearbítrio.
Aqueles que cumprem com zelo essa tarefa, vencem rapidamente, e menos penosamente seus primeiros degraus da iniciação, e gozam mais cedo os frutos dos seus trabalhos. Os que fazem mau uso da liberdade retardam seu progresso e podem precisar de muitas reencarnações.
A encarnação tem também outro objetivo que é o de colocar o Espírito em condições de cumprir sua parte na obra da criação. Para realizá-la é que, em cada mundo, ele toma um aparelho em harmonia com a matéria essencial desse mundo, cumprindo aí, daquele ponto de vista, as ordens de Deus, de tal sorte que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.
A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo, mas Deus, em sua sabedoria, quis que, por essa mesma ação, eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximarem dele. É assim que, por uma lei admirável de sua providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza.
Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira - 15/02/2012
Consultas: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Allan Kardec)
“O Livro dos Espíritos” (Allan Kar
É preferível compreender para aceitar, que aceitar para depois compreender.
Deus é a Inteligência Suprema, Causa Primária de todas as coisas.
Com plena sabedoria, justiça e amor, criou o Universo e os Espíritos.
Consideremos o Universo como tudo que existe na Natureza.
Os Espíritos são os seres inteligentes da Natureza.
Criados simples e sem conhecimentos as criaturas de Deus são igualmente dotadas de potencialidades que se desenvolvem à custa de cada um: o pensamento, a vontade, a consciência, o livrearbítrio, o amor...
A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que possam cumprir, com a ajuda de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhe confiou; ela é necessária a eles mesmos porque a atividade que são obrigados a desempenhar ajuda o desenvolvimento das suas potencialidades.
A encarnação é uma primeira prova do uso que cada Espírito fará do seu livrearbítrio.
Aqueles que cumprem com zelo essa tarefa, vencem rapidamente, e menos penosamente seus primeiros degraus da iniciação, e gozam mais cedo os frutos dos seus trabalhos. Os que fazem mau uso da liberdade retardam seu progresso e podem precisar de muitas reencarnações.
A encarnação tem também outro objetivo que é o de colocar o Espírito em condições de cumprir sua parte na obra da criação. Para realizá-la é que, em cada mundo, ele toma um aparelho em harmonia com a matéria essencial desse mundo, cumprindo aí, daquele ponto de vista, as ordens de Deus, de tal sorte que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.
A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo, mas Deus, em sua sabedoria, quis que, por essa mesma ação, eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximarem dele. É assim que, por uma lei admirável de sua providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza.
Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira - 15/02/2012
Consultas: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Allan Kardec)
“O Livro dos Espíritos” (Allan Kar
Necessidade da Reencarnação
A ideia da reencarnação é muito antiga, fazendo parte da tradição cultural e religiosa dos povos que constituem a humanidade terrestre. Não foi inventada pelo Espiritismo e foi confirmada por Jesus, em seu diálogo com o fariseu Nicodemos: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo,não pode ver o reino de Deus.” (João,3:3)
No túmulo de Allan Kardec, em Paris, contem a inscrição que resume o pensamento espírita a respeito do assunto: “Nascer, morrer, renascer , ainda e progredir sem cessar, tal é a lei (a citação consta também do livro O que é o Espiritismo).
Encarnar, para os que acatam esta doutrina, refere-se ao primeiro nascimento do Espírito em um corpo físico, ou em determinada Humanidade. Reencarnar, diz respeito aos renascimentos sucessivos do Espírito, em um mesmo Planeta ou em outros. Assim, Deus impõe aos homens a “encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. […] Mas para alcançarem essa perfeição, têm de sofrer todas as vicissitudes da existência corporal […].”1
A encarnação tem ainda outra finalidade: a de por o Espírito em condições de cumprir sua parte na obra da Criação. Para executá-la é que, em cada mundo, ele toma um instrumento [corpo físico] em harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de nele cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É dessa forma que, contribuindo para obra geral, ele próprio se adianta. 1
A reencarnação é aceita como lei natural, que favorece a evolução do Espírito. Em cada existência corpórea, o Espírito recebe oportunidades para reparar equívocos comentidos em existências anteriores e para desenvolver novos aprendizados. Cada reencarnação é precedida de um planejamento, que permite ao reencarnante renascer no meio propício e junto a pessoas onde se faz necessário desenvolver aprendizados e os acertos espirituais.
A reencarnação expressa a justiça e a misericórdia divinas que, não condenando o infrator — tal como apregoa algumas interpretações religiosas — concede ao Espírito a oportunidade de corrigir erros, cometidos devido à própria ignorância de não saber medir as consequências das próprias ações, magoando ou prejudicado pessoas.
Nesses termos, a reencarnação é, por princípio, o reajuste da consciência culpada perante as leis sábias e amorosas que governam o Universo. Ninguém dela está livre.
É processo superior de aquisição de felicidade a que está destinada todas as criaturas, por efeito de sua herança divina: “A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia.”1
Os reajustes promovidos e viabilizados pela reencarnação assumem a forma de provas e de expiações, sempre de acordo com os erros cometidos e no âmbito da aquisição moral e intelectual de cada indivíduo. As provas são obstáculos naturais, impulsionadores do progresso. Já as expiações são provas mais difíceis, dolorosas, a que o Espírito se submete, decorrentes de um endividamento maior.
As reparações reencarnatórias ocorrem, então, segundo os ditames da lei de causa e efeito, mas a quitação da dívida pode ser feita pela dor (provações/expiações) ou pela prática do amor, segundo ensinamento do apóstolo Pedro: “Tendo antes de tudo ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados.” 1, Pedro, 4:8.
Referência
KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. O Livro dos Espíritos. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 2 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2010, questão 132, p.147.
Qual a necessidade da encarnação para o progresso dos Espíritos?
Qual a necessidade da encarnação para o progresso dos Espíritos?
A encarnação é necessária ao progresso moral e intelectual do Espírito. Ao progresso intelectual, pela atividade obrigatória do trabalho; ao progresso moral, pela necessidade recíproca que têm os Espíritos de relacionar-se uns com os outros.
A vida social é a pedra de toque das boas ou más qualidades. A bondade, a maldade, a doçura, a violência, a benevolência, a caridade, o egoísmo, a avareza, o orgulho, a humildade, a sinceridade, a franqueza, a lealdade, a má-fé, a hipocrisia, em uma palavra, tudo o que constitui o homem de bem ou o perverso tem por móvel, por alvo e por estímulo as relações do homem com os seus semelhantes. Para o homem que vivesse insulado não haveria vícios nem virtudes.
A encarnação é, contudo, inerente à inferioridade dos Espíritos, deixando de ser necessária desde que estes, transpondo-lhe os limites, ficam aptos para progredir no estado espiritual, ou nas existências corporais em mundos superiores, que nada têm da materialidade terrestre.
(Allan Kardec – O Céu e o Inferno, Primeira Parte, cap. III, itens 8 a 10.)
A encarnação é necessária ao progresso moral e intelectual do Espírito. Ao progresso intelectual, pela atividade obrigatória do trabalho; ao progresso moral, pela necessidade recíproca que têm os Espíritos de relacionar-se uns com os outros.
A vida social é a pedra de toque das boas ou más qualidades. A bondade, a maldade, a doçura, a violência, a benevolência, a caridade, o egoísmo, a avareza, o orgulho, a humildade, a sinceridade, a franqueza, a lealdade, a má-fé, a hipocrisia, em uma palavra, tudo o que constitui o homem de bem ou o perverso tem por móvel, por alvo e por estímulo as relações do homem com os seus semelhantes. Para o homem que vivesse insulado não haveria vícios nem virtudes.
A encarnação é, contudo, inerente à inferioridade dos Espíritos, deixando de ser necessária desde que estes, transpondo-lhe os limites, ficam aptos para progredir no estado espiritual, ou nas existências corporais em mundos superiores, que nada têm da materialidade terrestre.
(Allan Kardec – O Céu e o Inferno, Primeira Parte, cap. III, itens 8 a 10.)
A NECESSIDADE DA REENCARNAÇÃO
A NECESSIDADE DA REENCARNAÇÃO
A reencarnação à volta do espírito à vida corpórea, mas num outro corpo, novamente constituído, e que nada tem a ver com o antigo. É o mesmo espírito tendo outra existência, porém em um novo corpo, e com novas possibilidades.
Uma vez que fomos criados simples e ignorantes, Deus que é soberanamente justo e bom, concede a todos o mesmo ponto de partida, as mesmas obrigações e direitos, dentro da liberdade de ação.
Se obtivermos êxito diante de alguma prova, é por mérito do nosso esforço e da convicção em trabalhar para progredir. Mas, se fracassarmos ou sucumbirmos, adiamos a conquista da felicidade.
O livre arbítrio oferece a oportunidade de seguirmos escolhendo o caminho, que muitas vezes é penoso, sendo decisão nossa deliberar sobre a melhor maneira de trilhá-lo, não protelando as provas que nos são traçadas, cuidando para evitarmos às paixões, preguiça e vícios terrenos. O chamamento da vida material é muito sedutor, porém perigoso.
Deus, nosso Pai, que é soberanamente justo e bom, oferece possibilidades idênticas a todos, pois se assim não fosse, seus princípios seriam um contrassenso. “Todo privilégio seria uma preferência e toda preferência uma injustiça”.
A reencarnação é um estado transitório para o espírito, é a primeira prova que Deus apresenta no princípio de nossa existência, onde faremos uso do nosso livre arbítrio.
E a cada reencarnação enfrentamos muitos percalços, principalmente nas relações familiares e no convívio social. Mas, saibamos, estes que estão unidos em nosso grupo familiar há muito lutam conosco rumo ao progresso comum.
A vivência de relacionamento com algum familiar difícil, antipático e estranho, ocorre por vezes, com a finalidade de provas para uns e meio de progresso para outros.
Estes laços de família são fortalecidos, pois os espíritos formam grupos ou famílias unidos pela afeição, simpatia e semelhantes inclinações. A união e afeição entre parentes, essa verdadeira afetividade espiritual, que sobrevive ao corpo, indica simpatia anterior que os aproximou.
É através da base espiritual que os laços de família se alicerçam e se aprimoram apoiados nos princípios de solidariedade, fraternidade e igualdade comum, sempre rumo à senda do progresso.
Julian Caldeira Cuin
Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2012
A reencarnação à volta do espírito à vida corpórea, mas num outro corpo, novamente constituído, e que nada tem a ver com o antigo. É o mesmo espírito tendo outra existência, porém em um novo corpo, e com novas possibilidades.
Uma vez que fomos criados simples e ignorantes, Deus que é soberanamente justo e bom, concede a todos o mesmo ponto de partida, as mesmas obrigações e direitos, dentro da liberdade de ação.
Se obtivermos êxito diante de alguma prova, é por mérito do nosso esforço e da convicção em trabalhar para progredir. Mas, se fracassarmos ou sucumbirmos, adiamos a conquista da felicidade.
O livre arbítrio oferece a oportunidade de seguirmos escolhendo o caminho, que muitas vezes é penoso, sendo decisão nossa deliberar sobre a melhor maneira de trilhá-lo, não protelando as provas que nos são traçadas, cuidando para evitarmos às paixões, preguiça e vícios terrenos. O chamamento da vida material é muito sedutor, porém perigoso.
Deus, nosso Pai, que é soberanamente justo e bom, oferece possibilidades idênticas a todos, pois se assim não fosse, seus princípios seriam um contrassenso. “Todo privilégio seria uma preferência e toda preferência uma injustiça”.
A reencarnação é um estado transitório para o espírito, é a primeira prova que Deus apresenta no princípio de nossa existência, onde faremos uso do nosso livre arbítrio.
E a cada reencarnação enfrentamos muitos percalços, principalmente nas relações familiares e no convívio social. Mas, saibamos, estes que estão unidos em nosso grupo familiar há muito lutam conosco rumo ao progresso comum.
A vivência de relacionamento com algum familiar difícil, antipático e estranho, ocorre por vezes, com a finalidade de provas para uns e meio de progresso para outros.
Estes laços de família são fortalecidos, pois os espíritos formam grupos ou famílias unidos pela afeição, simpatia e semelhantes inclinações. A união e afeição entre parentes, essa verdadeira afetividade espiritual, que sobrevive ao corpo, indica simpatia anterior que os aproximou.
É através da base espiritual que os laços de família se alicerçam e se aprimoram apoiados nos princípios de solidariedade, fraternidade e igualdade comum, sempre rumo à senda do progresso.
Julian Caldeira Cuin
Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2012
Necessidade da encarnação - ESE e links
https://evangelhoespirita.wordpress.com/capitulos-1-a-27/cap-4-ninguem-pode-ver-o-reino-de-deus-se-nao-nascer-de-novo/instrucoes-dos-espiritos/ii-necessidade-da-encarnacao/
http://cebatuira.org.br/estudos_detalhes.asp?estudoid=397
http://cursodeespiritismo.blogspot.com.br/2011/12/justica-e-necessidade-da-reencarnacao.html
Necessidade da encarnação - ESE e links
https://evangelhoespirita.wordpress.com/capitulos-1-a-27/cap-4-ninguem-pode-ver-o-reino-de-deus-se-nao-nascer-de-novo/instrucoes-dos-espiritos/ii-necessidade-da-encarnacao/
http://cebatuira.org.br/estudos_detalhes.asp?estudoid=397
http://bvespirita.com/Necessidade%20da%20Encarnacao%20(Renato%20Costa).pdf
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