sábado, 1 de fevereiro de 2014

Em silêncio, carreguemos nossa cruz

Geraldo Ribeiro da Silva (Grupo Espírita “Batuíra” - SP)

Em geral , queremos desempenhar nossas tarefas de maneira suave, sem dor nem sacrifícios. Entretanto, observando a vida dos grandes missionários, percebemos que eles enfrentaram muitos desafios e dificuldades, para alcançarem os objetivos de servir ao próximo.
Todo aquele que recebe do Plano Maior, a missão de trabalhar pelo bem comum, em geral o faz com espírito de renúncia e dedicação.

Jesus, em seu Evangelho, nos oferece o seguinte ensinamento, que reforça esta nossa tese: “... Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
– Porquanto, aquele que quiser salvar a si mesmo, perder-se-á; e aquele que se perder por amor de mim e do Evangelho, se salvará – (Marcos, cap. 8, vv. 34 e 35.)
O que significa tomar sua cruz?
Sinaliza-nos que devemos ter a consciência de que, durante o desempenho de uma tarefa, que vise a amenizar ou suprimir a dor dos que sofrem, muitos desafios teremos de superar.
Jesus, que nada tinha a ser testado, deu-nos o exemplo de que desempenhar uma missão equivale a carregar um grande fardo. Em sua missão gloriosa na Terra, suportou agressões, assimilou as provocações dos fariseus, escribas e outros, sem lhes guardar mágoa, ódio ou ressentimento.
Agiu com elevação espiritual, quando no Calvário, rogou a Deus: “Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem!”

Bezerra de Menezes, espírito bom e sábio, passou por grandes provações. Durante anos, conviveu com um problema gástrico que o incomodou bastante, sem encontrar a cura na Medicina convencional. Só mais tarde, se libertou desse mal, com a ajuda do médium de curas João Gonçalves do Nascimento. No final de sua existência, Bezerra, que foi chamado o ‘Médico dos Pobres’, paradoxalmente experimentou a grande prova da pobreza. Soube, entretanto, superá-la com resignação e humildade.

Chico Xavier, médium de dons espirituais notáveis, que psicografou centenas de obras espíritas, também não ficou imune à dor. Desde jovem, conviveu com limitações visuais, ficando praticamente cego, na velhice.
Passou por grandes privações, porém nunca reclamou da Justiça Divina. Ao contrário, agradecia sempre a Deus as provações a que era submetido.
Spartaco Ghilardi, homem de várias faculdades mediúnicas, que orientou milhares de pessoas em condições aflitivas, apontando-lhes o caminho do bem, também teve uma vida marcada por dificuldades.
Sofreu várias doenças, ao longo de sua existência, sem se queixar.
Quando era indagado sobre seu estado de saúde, respondia resignado: “Levo a vida que pedi a Deus.”

Exemplos como estes são comuns na vida dos missionários, espíritos que, a rigor, nada teriam de provar ou expiar. Diante disso, o que dizer de nós?!
Ao aportar neste planeta, com a tarefa de amparar e iluminar almas menos esclarecidas que nós, sabemos dos desafios que nos esperam. O Divino Pastor de nossas almas não nos prometeu uma vida tranquila, calma e sem atribulações.
Ao contrário, disse: “Aquele que deseja me seguir carregue sua cruz”.
Na prática da mediunidade, com Jesus, as dificuldades não são poucas, como pudemos perceber nos exemplos citados. O médium passa por inúmeras provações: provações na família, decepções no trabalho, dores do abandono, da perda de entes queridos, acidentes por vezes inevitáveis e tantos outros flagelos individuais ou coletivos, aos quais todos nós que habitamos este mundo estamos sujeitos.
Portanto o médium não deve imaginar que terá pela frente um caminho fácil, sem obstáculos. Não, isso parece não se confirmar na vida dos obreiros do bem! Sua mensagem em geral, inovadora, traz um conteúdo moral muito forte: de desprendimento dos bens terrenos, de combate ao egoísmo, ao orgulho e de tantos outros vícios morais. Por conta disso, sofrem injúrias, difamações, calúnias, etc., porém jamais devem recuar, ante a tarefa que lhes foi confiada.
Assim, o trabalhador da seara do Bem deve carregar sua cruz com sabedoria, prudência, resignado e confiante na Divina Providência, que nunca abandona o bom samaritano.

Nossas Cruzes

Nossas Cruzes

“... Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. Jesus – Marcos, 8: 34.


Julgávamos, antigamente, que nossas cruzes, as que devemos carregar, ao encontro do Senhor, se constituíam, unicamente daquelas dos exercícios louváveis mas incompletos da piedade religiosa. E perdemos, em parte, muitas reencarnações, hipnotizados por sentimentalismo enfermiço, ilhando-nos, sem perceber, nas miragens da própria imaginação para esbarrar, em seguida, com os pesadelos do tempo largado inútil.

Com a Doutrina Espírita, que nos revela o significado real das palavras do Cristo, aprendemos hoje que não bastam fugas e omissões do campo de luta a fim de alcançarmos a meta sublime.

Assevera Jesus que se nos dispomos a encontrá-lo, é preciso renunciar a nós mesmos e tomar nossa cruz. Essa renúncia, porém, não será semelhante à fonte seca. É necessário que ela demonstre rendimento de valores espirituais, em nosso favor e a benefício daqueles que nos cercam, ensinando-nos o desapego ao bem próprio pelo bem de todos.

À face disso, nossas cruzes incluem todas as realidades que o mundo nos oferece, dentro das quais somos convocados a esquecer-nos na construção da felicidade geral.

Os fardos que nos cabem transportar, a fim de que venhamos a merecer o convívio do Mestre, bastam vezes contêm as dores das grandes separações, as farpas do desencanto, as provações em família, os sacrifícios mudos, em que os entes amados nos pedem largos períodos de aflição, os desastres do plano físico que nos cortam a alma, o abandono daqueles mesmos que nos baseavam todas as esperanças, o cativeiro a compromissos pela sustentação da harmonia comum, as tarefas difíceis, em cuja execução, quase sempre, somos constrangidos a marchar, aguardando debalde o concurso alheio.

Não nos enganemos. O próprio Cristo transportou o madeiro que a nossa ignorância lhe atribuiu, palmilhando senda marginada de exigências, injúrias, pancadas e deserções.

Ninguém abraça o roteiro do Evangelho para estirar-se em redes de fantasia. O cristão é chamado a melhorar e elevar o nível da vida e para quem efetivamente vive em Cristo, a vida é um caminho pavimentado de esperança e trabalho, alegria e consolo, mas plenamente aberto às surpresas e ensinamentos da verdade, sem qualquer ilusão.

NO ROTEIRO DA FÉ

 " NO ROTEIRO DA FÉ "  ( estudo n. 15 )



"Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me."
Jesus ( Lucas,  9:23 )
Não podemos esquecer  que há muita diferença entre seguir Jesus e seguir aos cristãos.
Se alguém que seguir Jesus, se elegeu Seus ensinamentos como roteiro para  vida, deverá renunciar a muitas coisas, começando a trabalhar as próprias imperfeições, como o egoísmo, o orgulho, que são  base dos outros males. Esforçar-se, perseverar no trabalho da  renovação intelectual e moral, e fazer todo o bem possível.
O caminho para a evolução  é árduo, áspero, nele carregamos  as dificuldades, as provas as expiações, geradas pelas ações livremente praticadas.
O convite de Jesus não deixa dúvidas.
"Segue-me" _ diz o Mestre.
Por faltar esclarecimentos, julgávamos, antigamente, que as cruzes que devemos carregar para ir ao encontro de Jesus, se constituíam, unicamente, em exercícios  de piedade religiosa,  que embora  louváveis são incompletos. Passar horas em oração, como  se fosse essa a maneira verdadeira de demonstração de fé e confiança no Senhor.
Não sabemos quantas oportunidades nas reencarnações nos detivemos nessa  devoção pouco equilibrada. Quantas obras sem construção edificante, para percebermos em seguida que não soubemos aproveitar o tempo de forma útil.
Algumas pessoas se dizem desiludidas em matéria de fé, porque ao buscar Jesus, idolatram, veneram homens, que são os  intermediários, se esquecendo que  os intermediários humanos do Evangelho, em qualquer crença, não podem jamais substituir o Cristo junto a humanidade, porque, embora, muitos sejam sinceros, caridosos, não possuem todas as virtudes, são, ainda, imperfeitos, passando em geral, seu entender pessoal da proposta desvinculado do sentido  da aplicação pessoal. Sómente Jesus é  o guia real, porque é o único Espírito perfeito que a Terra conhece, o único que viveu integralmente o que ensinou.
Pessoas buscam as casas religiosas, a Casa espírita, esperando encontrar conforto,  consolo.
Os ensinamentos que a Doutrina Espírita traz,  constituem-se  na divina expressão do Consolador Prometido,  são  consolações para os momentos mais difíceis, justamente porque antes leva a razão a perceber a importância deles frente à imortalidade.
É indispensável, porém,  observar, que não é justo alguém querer, ter ou receber conforto, sem  esforços para conseguí-lo.
Na casa espírita, na explicação dos ensinamentos de Jesus, percebemos que todo auxílio chegará na proporção em que cada qual buscar entender, equilibrar, dinamizar os potenciais de amor, vencendo o momento difícil, fortalecendo e libertando-se.
Explicando o significado real das palavras  do Cristo, ressalta que não bastam fugas,  omissões do campo de luta para alcançarmos a  superação do problema ou meta, que é a perfeição.
"Afirma Jesus, que se nos dispomos a encontrá-Lo, é preciso renunciar a nós mesmos e tomar nossas cruzes. Essa renúncia, porém, não será improdutiva semelhante à fonte seca. Ë necessário que ela apresente rendimento de valores espirituais em nosso favor e a benefício daqueles que nos cercam, ensinando-nos o desapego ao bem próprio, pelo bem dos outros".
A face disso, nossas cruzes incluem todas as realidades que o mundo oferece, dentro das quais somos convocados a  que pessoalmente nos esqueçamos visando a  construção da felicidade geral.
Para aquele que segue o itinerário da fé com Jesus, a vida é um caminho pavimentado de esperança e trabalho, alegria e consolo, mas plenamente aberto às surpresas e ensinamentos da verdade, sem qualquer ilusão.
"Não desconhecia Jesus que todos nós, os Espíritos  encarnados ou desencarnados que suspiramos pela comunhão com Ele, somos portadores de cicatrizes e aflições, dívidas e defeitos muitas vezes escabrosos".
Daí o recomendar-nos: _ "Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me".
Se queremos progredir como espíritos imortais, assumamos nossas responsabilidades perante a vida, com renúncia e coragem, tendo sempre Jesus como modelo e guia real.


Bibliografia:
Livro da Esperança - Emmanuel / F.C.Xavier - lição n.80
Caminho, Verdade e Vida - Emmanuel / F.C.Xavier - lição n. 11.

Tome a sua cruz e siga-me - Morel Wilkon

“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me.” Mateus 16:24

Para crescermos espiritualmente, para nos libertarmos da dor, é necessário que passemos por inúmeras provas. Isso parece ruim pra você? A palavra “prova” causa em você uma má impressão? Pois não devia ser assim. Não que isso me agrade sempre, mas o meio de superarmos obstáculos em nossa escalada evolutiva são as provas que a Vida nos oferece.

Desde crianças passamos por provas. Você acha que foi fácil aprender a caminhar? Você não se lembra, eu também não, mas vendo uma criança dar os primeiros passos constatamos o quanto isso tem de desafiador – e recompensador. A criança experimenta uma sensação de vitória, sabe que fez uma grande conquista, sabe que DEU UM PASSO!

Ainda na infância somos submetidos às primeiras provas escolares, e isso se prolonga por vários anos. Precisamos aprender o que nos é proposto e precisamos PROVAR que aprendemos.

Pois este é um planeta de provas. Nosso estágio evolutivo ainda é este. Nos encaminhamos para um mundo de regeneração, não seremos mais um mundo de expiações, mas permaneceremos, por milênios, sendo submetidos a provas. Claro que o conceito que fazemos dessas provas vai mudando conforme o nosso aprendizado e o que aproveitamos desse aprendizado. Para algumas pessoas só o fato de acordar e ter que levantar da cama já uma prova. Para outras, ter que trabalhar e estudar é uma prova. Outros, ainda, encontram sua maior prova no meio familiar, entre as pessoas mais próximas.

Conforme formos evoluindo, as provas serão parte prazerosa da rotina, daremos conta de nossas provas com entusiasmo e alegria, como uma criança que dá os seus primeiros passos.

O fato é que temos que fazer as coisas por nós mesmos, por isso somos provados a toda hora. Enquanto dependermos dos outros, enquanto vivermos pedindo ajuda pra tudo, enquanto implorarmos por socorro ao menor sinal de dificuldade, seremos reprovados em nossas provas e teremos que repeti-las indefinidamente. Não adianta empurrar com a barriga. O que compete a nós somos nós que devemos fazer.

Alguns têm o péssimo costume de querer vantagens, de esperar privilégios, de dar “um jeitinho”. Até junto à espiritualidade querem tirar vantagem. Exigem a cura, esperam comunicações privilegiadas, esperam furar a fila do atendimento, pensam que podem negociar com os espíritos trabalhadores. É ridículo.

Não há nada de pejorativo ou degradante em fazer cada um a sua parte. Todos os que já estão numa situação espiritual melhor devem isso ao seu próprio esforço. Não adianta pedir oração e não mover uma palha para alterar a própria situação, não adianta pedir atendimento espiritual e não fazer nenhum esforço para se despojar dos seus vícios e falhas de caráter, não adianta esperar que a espiritualidade faça por nós o que só compete a nós mesmos fazer.

Quase todos nós – só digo “quase” por uma questão de respeito aos desconhecidos – temos nossas dores, nossas dificuldades. Não existe meio de fugir delas. Não há como se livrar delas. É preciso enfrentá-las. E o meio de enfrentar nossas dores e dificuldades é conhecendo melhor a nós mesmos e alterando, passo por passo, nossa maneira de pensar e de sentir.

Temos que mudar a nós mesmos. Se quisermos que as coisas mudem, nós devemos mudar.

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Carregar nossa cruz

Vamos encontrar no Evangelho de Marcos,  uma passagem em que Jesus : Chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: – ¨Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua crua e siga-me¨ Em Mateus, capitulo 10, versículo 38,  está escrito : ¨E quem não toma a sua cruz e não segue após mim, não é digno de mim ¨.

Jesus afirma nestas passagens, que o homem deve carregar sua cruz  e, que após sua  posse  deve seguí-lo. A cruz naquela época era o instrumento de punição, era uma forma de condenar à morte os infratores da época. Porém,  todos nós temos a nossa própria cruz, ela representa as nossas faltas e fraquezas, obtidas em tempos remotos. Ela representa  também as esperanças de uma libertação, após resgatarmos as nossas falhas.



¨
¨ Tome sua cruz e siga-me ¨
Devemos então carregarmos a nossa cruz com coragem, resignação e alegria. E com ela seguir os ensinamentos do Mestre Jesus. Reencarnamos muitas vezes, sempre com a finalidade de corrigirmos os erros do passado e evoluir. E à medida que nos fortalecemos,  ela vai ficando mais leve, carregarmos a nossa cruz  com a certeza que ¨Deus não nos dá um fardo maior,  daquele que possamos suportar¨.

Quando o Mestre disse: – ¨Tome sua cruz e siga-me ¨ ele está ensinando o desapego a si próprio em favor da humanidade. Ninguém alcança nenhum objetivo sem força, sem conquista. Tomar a sua cruz significa resignação diante das dificuldades, que são necessários a nossa evolução espiritual. Temos o direito aos prazeres do mundo, desde que não façamos dívidas para o futuro, não prejudicar a nós mesmo nem ao próximo, é o camino para diminuirmos o peso da nossa cruz.

Nos disseram que precisamos aproveitar a vida, pois a vida é uma só. É  verdade a vida é uma só, a vida espiritual, pois a vida não acaba a cada morte do corpo material. Vamos aproveitar agora, nesta atual reencarnação, para diminuir o peso da nossa cruz, caminhando em busca da perfeição, praticando os ensinamentos do nosso Mestre Jesus. E não esquecendo do maior ensinamento dado pelo nosso irmão Maior.

¨Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a ti mesmo ¨

Muita paz

Aflições

“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. Jesus (Marcos, 8:34)


No estudo do versículo acima, vamos nos ater à recomendação de Jesus: “Tome a sua cruz e siga-me”. A cruz, no plano físico, são as dificuldades, as aflições, os sofrimentos, enfermidade, o degrau social, o parente infeliz; problemas de relacionamento, carências financeiras, desemprego etc.

Considerando que o Espírito reencarna para evoluir, para desenvolver suas potencialidades, é natural o trabalho, a luta, a dificuldade, pois é assim que se exercita e se desenvolve. Do contrário, acomodar-se-ia. É o que ocorre com o aluno na escola, ou com o esportista na prática de seu esporte preferido. Tem que lutar muito para fazer progressos na atividade a que se dedica.

Não é só no plano físico que experimentamos aflições. No plano espiritual isto também ocorre. Lá – informam os instrutores espirituais – a cruz é a vergonha do defeito íntimo não vencido; a expiação da culpa; saber que ainda não se é feliz por falta de experiências e vivências no Bem.

Na Terra, a existência é uma luta constante. Em todas as fases da vida, desde a infância, a adolescência, a mocidade, a madureza até a velhice, cada etapa tem suas belezas, o lado bom, mas tem as dificuldades, os desafios. Podemos receber os desafios e dificuldades como lições, recursos educativos que a Providência Divina nos confia, a favor do nosso crescimento, e podemos (e é o que geralmente se faz), considerá-los como aflições, dor, sofrimento simplesmente.

A Doutrina Espírita nos esclarece que a dor é processo; a perfeição é fim. A finalidade do sofrimento é o aperfeiçoamento espiritual. Aceito este princípio, haverá melhores condições para superar as dificuldades, pois que tem um fim útil: nossa evolução espiritual e, consequentemente, a felicidade que almejamos. Sim porque a felicidade que buscamos não está fora de nós, naquilo que detemos, e sim no nosso íntimo, no despertamento espiritual.

Nesta ordem de raciocínio, como caminheiros da evolução, cada qual tem a sua cruz, com o fim de resgatar dívidas do passado, ou de nos levar a experiências, a aprendizados com vistas a conquista de mais sabedoria e amor.

A causa de nossas aflições está em nós mesmos. Podemos, no passado, ter agido em desacordo com a lei e estamos na oportunidade de resgatar a dívida; ou porque carecemos crescer, subir as escadas do progresso, precisamos enfrentar as provações, as dificuldades para conseguir o desejado crescimento.

Quando o ser adquire consciência de sua própria responsabilidade, busca sua melhoria íntima. Procura se conhecer; corrigir suas imperfeições, sanar os pontos falhos. Sabe que vive as situações que ele mesmo criou, ao longo do tempo. Colhe o que planta. Não procura culpar outras pessoas.

De um modo geral, as pessoas acham que não são felizes por causa de outros. O patrão culpa o empregado; este culpa àquele; a mulher responsabiliza o marido e este se queixa da esposa. Culpamos a economia, o governo, enfim todos são culpados, menos nós. Enquanto agimos assim, nos movimentamos à feição de semi-racionais. Resolvemos um problema, criando outro.

Faz lembrar a lenda mitológica do deus grego, Sísifo que tinha a peculiar qualidade de resolver seus problemas criando outros problemas. Certa feita, diante de uma de suas trapalhadas, lhe foi determinado, como punição, rolar uma pedra, montanha acima. Quando chegasse ao pico do monte seu problema estaria solucionado. Aceitou a decisão, pois tinha a eternidade pela frente. Rolaria a pedra e quando a colocasse no local determinado estaria livre. Mas, para sua surpresa, quando chegou ao pico do monte, a pedra lhe escapou do controle e rolou montanha abaixo, voltando à base. Diz a lenda que ele permanece até hoje, rolando a pedra, tentando colocá-la no pico da montanha.

Estudiosos do psiquismo humano nos afirmam que não existe uma realidade exterior, fixa, igual para todos. Cada um percebe as pessoas e as situações conforme sua capacidade de percepção. Cada um vê os outros e o mundo pelas lentes dos olhos do seu mundo íntimo. Só vemos o que conhecemos, o que já temos sensibilidade e capacidade para compreender.

Daí a afirmativa de André Luiz: “À medida em que melhoramos, tudo melhora em torno de nós”. As pessoas e situações externas podem continuar sem grandes modificações, mas se a pessoa se modifica, interiormente, para melhor, passa a sintonizar com a parte melhor das situações e das outras pessoas. Para ela, tudo mudou realmente.

Acordando para a necessidade da paz consigo mesmo, o ser toma a cruz que lhe cabe ao próprio burilamento, e busca seguir Jesus, superando suas aflições.



Fonte: Verdade e Luz, edição nº 195 – Abril de 2002

(Retirado do site OSGEFIC)



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“Tendo o homem que progredir, os males a que se acha exposto são um estimulante para o exercício de sua inteligência, de todas as suas faculdades físicas e morais, incitando-o a procurar os meios de evitá-los. Se ele nada houvesse de temer, nenhuma necessidade o induziria a procurar o melhor; o espírito se lhe entorpeceria na inatividade; nada inventaria, nem descobriria. A dor é o aguilhão que o impele para a frente, na senda do progresso.”
(A Gênese – Allan Kardec – Capítulo 3 – Item 5)

O discipulato

http://www.espirito.org.br/portal/download/pdf/sabedoria-do-evangelho-4.pdf

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