sexta-feira, 26 de novembro de 2021
domingo, 10 de julho de 2016
Virtudes e Defeitos , É permitido Repreender os Outros?
Josimar Fracassi
Queridos e amados irmãos, vamos por meio desse conversar sobre defeitos e virtudes, porque muitas vezes só vemos os defeitos dos nossos irmãos e não vemos suas virtudes, porque só damos valor aos defeitos?? Será que não temos defeitos, só os outros tem??
“Autoconhecendo-se, é mais fácil a alguém conhecer, com mais precisão, aqueles que se encontram à sua volta. Descobrindo as próprias deficiências, nasce-lhe tolerância para com os limites que encarceram outras pessoas na ignorância e na maneira rude de se apresentarem. Trabalhando o granito dos defeitos, tornasse-lhe fácil auxiliar a lapidação de arestas outras, que se encontram fora, em diferentes pessoas.” Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis
É notável como conseguimos ver, todos os dias, a todos os instantes, os defeitos alheios.
Dificilmente encontraremos alguém que não se mostre propenso a apontar erros e absurdos dos outros.
Muitos casamentos acabam porque marido e mulher passam a ver tanto os defeitos um do outro, que se esquecem que se uniram porque acreditavam se amar.
Amigos de infância, certo dia, se surpreendem a descobrir falhas de caráter um no outro. Desencantados se afastam, perdendo o tesouro precioso da amizade.
Colegas de trabalho culpam o outro por falhas que, em verdade, em muitos casos, é da equipe como um todo.
Foi observando esse quadro que alguém escreveu que os homens caminham pela face da Terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás.
Na sacola da frente, estão colocadas as qualidades positivas, as virtudes de cada um. Na sacola de trás são guardados todos os defeitos, as paixões, as más qualidades do Espírito.
Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos presas em nosso peito.
Ao mesmo tempo, reparamos de forma impiedosa, nas costas do companheiro que está à frente, todos os defeitos que ele possui.
Assim nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa andando atrás de nós, está pensando a mesma coisa a nosso respeito.
A imagem é significativa e nos remete à reflexão. Talvez seja muito importante que saiamos da fila indiana e passemos a andar ao lado do outro.
E, no relacionamento familiar, profissional, social em geral, que nos coloquemos de frente um para o outro. Aí veremos as virtudes nossas, que devem ser trabalhadas, para crescerem mais e também as virtudes do outro.
Com certeza nos surpreenderemos com as descobertas que faremos.
Haveremos de encontrar colegas de trabalho que supúnhamos orgulhosos, como profissionais conscientes, dispostos a estender as mãos e laborar em equipe.
Irmãos que acreditávamos extremamente egoístas, com capacidade de ceder o que possuam, a bem dos demais membros da família.
Pais e mães que eram tidos como distantes, em verdade estarem ávidos por um diálogo aberto e amigo.
Esposos e esposas que cultivavam amarguras, encontrarem um novo motivo para estarem juntos, redescobrindo os encantos dos dias primeiros do namoro.
* * *
A crítica só é válida quando serve para demonstrar erros graves que possam causar prejuízo para os outros ou quando sirva para auxiliar aquele a quem criticamos.
Portanto, resistir ao impulso de ressaltar as falhas dos outros, exercitando-nos em perceber o que eles tenham de positivo, é a meta que devemos alcançar.
Não esqueçamos de que se desejamos que o bem cresça e apareça, devemos divulgá-lo sempre.
Falar bem é fazer o bem. Apontar o belo é auxiliar outros a verem a beleza.
Na primeira delas é que vamos nos deter por agora, quando Kardec pergunta: - "Ninguém sendo perfeito, seguir-se-á que ninguém tem o direito de repreender o seu próximo?" Resposta - "Certamente que não é essa a conclusão a tirar-se, porquanto cada um de vós deve trabalhar pelo progresso de todos e, sobretudo, daqueles cuja tutela vos foi confiada. Mas, por isso mesmo, deveis fazê-lo com moderação, para um fim útil, e não, como as mais das vezes, pelo prazer de denegrir. Neste último caso, a repreensão é uma maldade; no primeiro, é um dever que a caridade manda seja cumprido com todo o cuidado possível. Ao demais, a censura que alguém faça a outrem deve ao mesmo tempo dirigi-la a si próprio, procurando saber se não a terá merecido."
É bom lembrar que Jesus, tipo mais perfeito para servir de guia e modelo à Humanidade, enviado por Deus, como na primeira parte da resposta acima, jamais deixou de mostrar o erro nos quais os curados por Ele estavam inseridos, quando dizia: - "(...) de futuro não tornes a pecar". Mas, também, nunca repreendeu alguém com o intuito de desacreditá-lo junto à sociedade; ao contrário, como no caso da mulher surpreendida em adultério, disse: -"Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra." Fez, como está no final da resposta de S. Luís, que antes de julgarmos os outros, devemos verificar se esse julgamento não nos cabe também.
Sem dúvida alguma, a crítica irresponsável, o notar as imperfeições alheias, a maledicência fazem parte do cotidiano da grande massa da população terrena, fruto, ainda, das nossas imperfeições que nos acompanham há milênios. É uma anormalidade que com frequência praticamos como se fosse normal, já que automatizamos tais pensamentos, palavras e ações infelizes sem nos conscientizarmos do mal que proporcionamos aos nossos semelhantes. Vemos, com muita tristeza, como os meios de comunicação, nas suas mais variadas formas, se utilizam dessas prerrogativas infelizes, sabedoras de que coisas dessa natureza é que vendem e dão altos índices de audiência. O que mostra como ainda estamos atrasados moralmente.
Lemos outro dia, numa coluna de jornal, pequeno artigo que contava uma história mais ou menos assim: "Cada pessoa caminha na vida carregando duas sacolas, uma no peito e outra nas costas. Na do peito estão contidas as virtudes, e na das costas, os vícios. Cada um de nós só vê as costas dos que vão à frente, portanto, só os defeitos dos outros, esquecendo-nos de que os que vêm atrás de nós vêem os nossos defeitos também."
Atitudes dignas para com os semelhantes deveriam ser rotineiras e não fatos isolados que chegam a ser destacados como coisas extraordinárias.
Costumamos dizer em nossas palestras que cada pessoa deveria ter um disjuntor moral na língua, que desarmasse automaticamente, quando fôssemos falar mal de alguém e, assim, ficaríamos mudos, só retornando a voz quando fôssemos falar coisas boas daquela pessoa. Mas o disjuntor deveria ficar mesmo era no cérebro, para que toda vez que um pensamento infeliz com relação a uma pessoa surgisse, ele se desligasse e nós não indignificaríamos a ninguém. Esse disjuntor chama-se autocontrole sobre o que pensamos, para que não falemos ou ajamos em desfavor dos nossos semelhantes.
O Espiritismo nos mostra a necessidade da renovação pessoal na busca do ser integral, principalmente agora, nesta era da Humanidade, norteada pelo amor que deve unir a todas as criaturas.
Lutemos por corrigir os nossos defeitos e, como diz a parábola do Argueiro e da Trave no olho, retiremos primeiro as nossas imperfeições, para só depois vermos como poderemos "auxiliar" os outros a removerem as suas.
É permitido repreender os outros, notar as imperfeições de outrem, divulgar o mal de outrem?
É permitido repreender os outros, notar as imperfeições de outrem, divulgar o mal de outrem?
"O Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo X, itens 19 a 21"
Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br
Expositor: Carlos Roberto
Rio de Janeiro
24/07/2002
Dirigente do Estudo:
Marcio Alves
Mensagem Introdutória:
ANTE O PRÓXIMO
Quando as circunstâncias nos ofereçam incompreensões ou acusações, em torno do próximo, busquemos examinar acontecimentos e pessoas com os olhos do Cristo. Imaginemo-nos de posse do senso divino, sem perder a noção de nossa reconhecida pequenez e a incomensurável grandeza daquele a quem nomeamos por nosso Mestre e Senhor.
Como teria visto Jesus a estreita espiritualidade do seu tempo, senão por gleba inculta que lhe cabia arrotear e semear? Como teria apreciado as críticas que lhe acompanharam a obra a não ser por tumulto necessário de opiniões, a fim de que a verdade prevalecesse?
Fossem quais fossem as crises, jamais perdia o mais alto padrão de serenidade, aproveitando o tempo para construir e situando no futuro a concretização dos seus luminosos objetivos.
Muitos viam em Zaqueu o avarento incorrigível; ele, no entanto, nele identificou o homem rico de nobre coração, capaz de transfigurar a riqueza em trabalho e beneficência. Em Bartimeu, a multidão enxergava o infortúnio de um cego; ele anotou os obstáculos de um doente, suscetível de ser curado para glorificar a bondade de Deus. Em Maria de Magdala, cuja personalidade apresentava a mulher obsidiada por sete espíritos infelizes, reconheceu a criatura decidida a renovar-se e que lhe seria, mais tarde, a mensageira da própria ressurreição.
Em Pedro, que o povo definia por discípulo frágil, a ponto de negá-lo três vezes, descobriu o amigo sincero que, convenientemente amadurecido na fé, lhe presidiria o apostolado em formação.
Múltiplos os óbices que se agigantam no caminho da fé, mas não permitas que eles te venham conduzir ao desânimo ou à negação.
Procura enumerá-los por fora, com as pupilas de Jesus, e encontrarás sublime compreensão a balsamizar-te por dentro. Feito isso, registraremos dificuldades e aflições, desgostos e contratempos, não ao modo de barreiras intransponíveis na senda de elevação espiritual e sim reconhecê-los-emos por necessidades justas e inevitáveis do campo de serviço em que fomos chamados a produzir, no bem da humanidade e de nós mesmos, aí trabalhando e abençoando como Jesus abençoou e trabalhou.
Emmanuel
Do Livro: Caridade
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Editora: IDE
Oração Inicial:
<Moderador_> Senhor Jesus! Mais uma vez aqui nos encontramos para o estudo do Teu Evangelho de paz e de amor. Pedimos desde já que possamos estar amparados pelos benfeitores espirituais responsáveis por este trabalho e que os mesmos possam amparar e inspirar o nosso querido Carlos Roberto, que nos trará a sua palavra alegre e construtiva. Sendo assim, Mestre, que possa ser em Teu nome, mas acima de tudo em nome de Deus, que de nossa parte, possamos iniciar os estudos da noite de hoje!
Que assim seja!
Exposição:
<carlos_roberto> Queridos amigos, encarnados e desencarnados! É com muita satisfação que estamos aqui para trocarmos idéias a respeito de um tema tão profundo. Pedimos ao Meigo Nazareno que nos inspire de modo que o assunto possa ser bem aproveitado.
Encontramos como título geral da lição compreendida pelos itens 19 a 21 do capítulo X do Evangelho Segundo o Espiritismo, o seguinte : “É permitido repreender os outros, notar as imperfeições de outrem, divulgar o mal de outrem?”
Estas perguntas nos dão o que pensar. Ora, temos ouvido falar que não devemos prestar atenção no argueiro que está na vista do outro, pois temos uma trave no nosso e não costumamos atentar para ela. Também temos sido aconselhados a não julgar para não sermos julgados.
Se mal compreendidas estas lições, teremos a idéia de que temos que ter uma visão do mundo onde não podemos reparar a presença do mal. Ora, a Doutrina Espírita prima, entre outras coisas, pelo bom senso. Não é solicitado aos espíritas
a atitudes de avestruzes, caras enfiadas no chão, como se possível fora ignorar a realidade do que nos envolve.
Não. Ao espírita é solicitado o cumprimento do seu papel normal como ser humano. Ele deve viver a realidade do mundo em que está, apenas aprendendo a ter a ótica do mais alto, a ótica de quem vislumbra que a vida não é só a vida material.
É permitido repreender os outros, notar as imperfeições de outrem, divulgar o mal de outrem?
Repreender o semelhante pode ser um mal ou um bem. Deixar de repreender também. Temos que levar em conta as circunstâncias que envolvem o fato repreensível, e principalmente o modo como se pretende fazer a reprimenda, com que intenção vai se externá-la.
Consideremos alguém que esteja tentando acertar num determinado setor do trabalho, no cumprimento de determinada tarefa. Se esta pessoa erra uma segunda ou terceira vez consecutiva, a nossa reprimenda pode ter o cunho de desestimula-la.
A substituição de qualquer forma de censura por um incentivo para o prosseguimento das tentativas almejando o sucesso, pode significar muito para aquela pessoa. Mas, considerando que a pessoa mereça a reprimenda, deve-se agir assim ou não?
O Novo Testamento nos recomenda que chamemos a pessoa em particular, e com ela nos entendamos longe dos olhos e ouvidos alheios. Se precisamos repreender, que o façamos, sob pena de, na omissão, não proporcionarmos o ensino que faria diferença na vida do outro.
Me recordo de uma história contada por um copeiro. Ele disse que a culpa dele ser copeiro era dos seus pais. Em seguida deixou bem claro, que ele não via nada demais em ser copeiro, apenas relacionava que estava naquela situação por causa dos pais e explicou.
A cada escola que era expulso, os pais se preocupavam em matriculá-lo em uma nova. Quando disse que não mais iria estudar, eles nada fizeram para impedir. E arrematou: se os meus pais tivessem me dado boas surras, hoje eu poderia estar numa situação bem melhor do que a que estou vivendo.
Se detemos o conhecimento e não dividimos, estamos nos omitindo. É importante que a nossa repreensão, tenha o cunho da educação, que ela vise a melhora do outro, e não o exponha aos olhos alheios, a menos que a sua atitude esteja representando um perigo para o meio social onde vive, ou seja, que derivada da atitude dele, muitas pessoas poderiam ser prejudicadas.
Educar com carinho mesclado com a energia necessária, é equilibradamente, auxiliar os outros a se equilibrarem por sua vez.
E quanto a notar as imperfeições de outrem? Aí está um ponto de reflexão muito precioso: "queimar etapas".
Quanto mais o espírito evolui, mais depressa se faz a evolução. É natural que seja assim. Na medida em que cresce a compreensão da vida, percebe-se que não se precisa passar por todas as experiências para apreender as lições daí decorrentes. Valoriza-se o se observar os caminhos que outros percorreram, para deles retirar o melhor proveito que a observação permitir.
Assim, vemos hoje em dia, pessoas que se interessam em iniciar um projeto comercial ou social, voluntário, gratuito, buscarem conhecer primeiro as vivências que outros já experimentaram, de forma a: - Não percorrerem as mesmas dificuldades que a experiência mostra que não redundarão em nada positivo ; - Executar os passos que levarão a obtenção do sucesso no que se deseja mais rapidamente.
Da mesma forma, podemos, em observando tudo e todos a nossa volta, nos furtarmos a muitas dores.
Cito o caso de uma amiga, que se via as voltas com um filho fascinado pelas facilidades materiais que o mundo das drogas oferecia aos envolvidos. Carrões, mulheres, festas, povoavam sua cabecinha , impedindo a compreensão dos conceitos ajuizados por parte dele, apesar de todos os esforços de sua dedicada mãe.
Ela, num crescendo de preocupação, decide, num dia bem cedo, sem avisá-lo previamente de sua intenção, levá-lo para passear.
Ele se deixou levar.
Ela foi para o presídio da Frei Caneca. Ele viu ao vivo e a cores, a realidade dos que estavam presos pelo envolvimento com o que o estava fascinando. Ele não mais se deixou perder-se em sonhos em torno do assunto.
O que ela fez? Queimou etapas.
Notar as imperfeições de outrem é fundamental, se o nosso objetivo é a nossa melhora.
Notar as imperfeições dos outros, visando falar com eles a respeito com carinho e respeito, sem transformar isto num processo obssessivo do tipo "Joãozinho que queria consertar o mundo", pode ser muito benéfico para quem recebe a orientação.
E a respeito de divulgar o mal cometido por outros?
Precisamos ter o bom senso para saber discernir, o mal que só prejudica o próprio autor, do mal que prejudica um grupo. É nosso dever proteger a coletividade.
Se temos notícia, conhecimento de que alguém vai colocar uma bomba num local público, é nosso dever, tornar o fato conhecido o suficiente para que possa ser evitada uma tragédia.
Como vemos, temos que ter cuidado com nossas palavras, porque elas podem rebaixar ou fortalecer.
Uma senhora - nos conta Hilário Silva ou Humberto de Campos, através do Chico Xavier -, estava muito preocupada com a língua da filha, sempre ferina. Apesar de todas as orientações da mãe, a filha não modificava seu jeito de se expressar, sempre encontrando meios e ocasiões para criticar e condenar.
Um dia, a mãe saiu cedo de casa com a filha pela mão, e a levou diante de um prédio em construção. A filha sem perceber o que a mãe intentava, olhava tudo curiosa.
Sua mãe, perguntou, atenta a reação da filha diante da pergunta:
"O que você vê minha filha?"
E a menina começou a descrever o grande movimento em favor do trabalho. Aqui uns assentavam tijolos. Outros viravam massa, outros mais carregavam carrinhos de massa, lá eram suspensos baldes, faziam-se medidas, enfim, uma grande atividade era desenvolvida.
A mãe, tomou a filha pelas mãos e a levou para um bairro distante, onde estava previsto um acontecimento que caía bem para os propósitos de ensino que ela tinha relativo à filha.A menina se viu frente a um prédio em processo de demolição.
Novamente a mãe perguntou o que a filha via.
E ela descreveu que um homem movimentava uma máquina, derrubando o prédio.
A mãe, então, alinhavou tudo o que havia acontecido até aquele momento. "Observe minha filha que, para construir, são necessárias muitas pessoas, muito trabalho, mas, para destruir, basta uma única.
Assim é com relação a forma que usamos nossas palavras. A boca constrói ou destrói, dependendo da direção que dermos aos nossos raciocínios, aos nossos sentimentos."
Aprendamos a bem direcionar os tesouros do nosso entendimento, de modo a caminharmos com mais segurança e rapidez na direção de uma vivência espiritual melhor.
Usemos de nossa inteligência para ampararmos o semelhante em sua caminhada, e ele nos agradecerá.
Oração Final:
<carlos_roberto> Querido Mestre Jesus, Te agradecemos pela oportunidade de conhecermos seu maravilhoso exemplo de trabalho no bem. Nos sentimos felizes por Você ter inspirado a tantos a seguir-Te o caminho, semeando o bem para a humanidade. Obrigado pela Doutrina Espírita, que está aí a nos mostrar que o que nos aguarda é a evolução, caminho para a perfeição. Nos sentimos gratos, por tantas oportunidades de consolar quem sofre, de esclarecer que ignora, de iluminar os caminhos de quem não sabe direito em que direção vai. Dentro deste espírito de gratidão, agradecendo sempre, Te pedimos permissão para encerrar o nosso trabalho desta noite.
Que Assim Seja!
"O Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo X, itens 19 a 21"
Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br
Expositor: Carlos Roberto
Rio de Janeiro
24/07/2002
Dirigente do Estudo:
Marcio Alves
Mensagem Introdutória:
ANTE O PRÓXIMO
Quando as circunstâncias nos ofereçam incompreensões ou acusações, em torno do próximo, busquemos examinar acontecimentos e pessoas com os olhos do Cristo. Imaginemo-nos de posse do senso divino, sem perder a noção de nossa reconhecida pequenez e a incomensurável grandeza daquele a quem nomeamos por nosso Mestre e Senhor.
Como teria visto Jesus a estreita espiritualidade do seu tempo, senão por gleba inculta que lhe cabia arrotear e semear? Como teria apreciado as críticas que lhe acompanharam a obra a não ser por tumulto necessário de opiniões, a fim de que a verdade prevalecesse?
Fossem quais fossem as crises, jamais perdia o mais alto padrão de serenidade, aproveitando o tempo para construir e situando no futuro a concretização dos seus luminosos objetivos.
Muitos viam em Zaqueu o avarento incorrigível; ele, no entanto, nele identificou o homem rico de nobre coração, capaz de transfigurar a riqueza em trabalho e beneficência. Em Bartimeu, a multidão enxergava o infortúnio de um cego; ele anotou os obstáculos de um doente, suscetível de ser curado para glorificar a bondade de Deus. Em Maria de Magdala, cuja personalidade apresentava a mulher obsidiada por sete espíritos infelizes, reconheceu a criatura decidida a renovar-se e que lhe seria, mais tarde, a mensageira da própria ressurreição.
Em Pedro, que o povo definia por discípulo frágil, a ponto de negá-lo três vezes, descobriu o amigo sincero que, convenientemente amadurecido na fé, lhe presidiria o apostolado em formação.
Múltiplos os óbices que se agigantam no caminho da fé, mas não permitas que eles te venham conduzir ao desânimo ou à negação.
Procura enumerá-los por fora, com as pupilas de Jesus, e encontrarás sublime compreensão a balsamizar-te por dentro. Feito isso, registraremos dificuldades e aflições, desgostos e contratempos, não ao modo de barreiras intransponíveis na senda de elevação espiritual e sim reconhecê-los-emos por necessidades justas e inevitáveis do campo de serviço em que fomos chamados a produzir, no bem da humanidade e de nós mesmos, aí trabalhando e abençoando como Jesus abençoou e trabalhou.
Emmanuel
Do Livro: Caridade
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Editora: IDE
Oração Inicial:
<Moderador_> Senhor Jesus! Mais uma vez aqui nos encontramos para o estudo do Teu Evangelho de paz e de amor. Pedimos desde já que possamos estar amparados pelos benfeitores espirituais responsáveis por este trabalho e que os mesmos possam amparar e inspirar o nosso querido Carlos Roberto, que nos trará a sua palavra alegre e construtiva. Sendo assim, Mestre, que possa ser em Teu nome, mas acima de tudo em nome de Deus, que de nossa parte, possamos iniciar os estudos da noite de hoje!
Que assim seja!
Exposição:
<carlos_roberto> Queridos amigos, encarnados e desencarnados! É com muita satisfação que estamos aqui para trocarmos idéias a respeito de um tema tão profundo. Pedimos ao Meigo Nazareno que nos inspire de modo que o assunto possa ser bem aproveitado.
Encontramos como título geral da lição compreendida pelos itens 19 a 21 do capítulo X do Evangelho Segundo o Espiritismo, o seguinte : “É permitido repreender os outros, notar as imperfeições de outrem, divulgar o mal de outrem?”
Estas perguntas nos dão o que pensar. Ora, temos ouvido falar que não devemos prestar atenção no argueiro que está na vista do outro, pois temos uma trave no nosso e não costumamos atentar para ela. Também temos sido aconselhados a não julgar para não sermos julgados.
Se mal compreendidas estas lições, teremos a idéia de que temos que ter uma visão do mundo onde não podemos reparar a presença do mal. Ora, a Doutrina Espírita prima, entre outras coisas, pelo bom senso. Não é solicitado aos espíritas
a atitudes de avestruzes, caras enfiadas no chão, como se possível fora ignorar a realidade do que nos envolve.
Não. Ao espírita é solicitado o cumprimento do seu papel normal como ser humano. Ele deve viver a realidade do mundo em que está, apenas aprendendo a ter a ótica do mais alto, a ótica de quem vislumbra que a vida não é só a vida material.
É permitido repreender os outros, notar as imperfeições de outrem, divulgar o mal de outrem?
Repreender o semelhante pode ser um mal ou um bem. Deixar de repreender também. Temos que levar em conta as circunstâncias que envolvem o fato repreensível, e principalmente o modo como se pretende fazer a reprimenda, com que intenção vai se externá-la.
Consideremos alguém que esteja tentando acertar num determinado setor do trabalho, no cumprimento de determinada tarefa. Se esta pessoa erra uma segunda ou terceira vez consecutiva, a nossa reprimenda pode ter o cunho de desestimula-la.
A substituição de qualquer forma de censura por um incentivo para o prosseguimento das tentativas almejando o sucesso, pode significar muito para aquela pessoa. Mas, considerando que a pessoa mereça a reprimenda, deve-se agir assim ou não?
O Novo Testamento nos recomenda que chamemos a pessoa em particular, e com ela nos entendamos longe dos olhos e ouvidos alheios. Se precisamos repreender, que o façamos, sob pena de, na omissão, não proporcionarmos o ensino que faria diferença na vida do outro.
Me recordo de uma história contada por um copeiro. Ele disse que a culpa dele ser copeiro era dos seus pais. Em seguida deixou bem claro, que ele não via nada demais em ser copeiro, apenas relacionava que estava naquela situação por causa dos pais e explicou.
A cada escola que era expulso, os pais se preocupavam em matriculá-lo em uma nova. Quando disse que não mais iria estudar, eles nada fizeram para impedir. E arrematou: se os meus pais tivessem me dado boas surras, hoje eu poderia estar numa situação bem melhor do que a que estou vivendo.
Se detemos o conhecimento e não dividimos, estamos nos omitindo. É importante que a nossa repreensão, tenha o cunho da educação, que ela vise a melhora do outro, e não o exponha aos olhos alheios, a menos que a sua atitude esteja representando um perigo para o meio social onde vive, ou seja, que derivada da atitude dele, muitas pessoas poderiam ser prejudicadas.
Educar com carinho mesclado com a energia necessária, é equilibradamente, auxiliar os outros a se equilibrarem por sua vez.
E quanto a notar as imperfeições de outrem? Aí está um ponto de reflexão muito precioso: "queimar etapas".
Quanto mais o espírito evolui, mais depressa se faz a evolução. É natural que seja assim. Na medida em que cresce a compreensão da vida, percebe-se que não se precisa passar por todas as experiências para apreender as lições daí decorrentes. Valoriza-se o se observar os caminhos que outros percorreram, para deles retirar o melhor proveito que a observação permitir.
Assim, vemos hoje em dia, pessoas que se interessam em iniciar um projeto comercial ou social, voluntário, gratuito, buscarem conhecer primeiro as vivências que outros já experimentaram, de forma a: - Não percorrerem as mesmas dificuldades que a experiência mostra que não redundarão em nada positivo ; - Executar os passos que levarão a obtenção do sucesso no que se deseja mais rapidamente.
Da mesma forma, podemos, em observando tudo e todos a nossa volta, nos furtarmos a muitas dores.
Cito o caso de uma amiga, que se via as voltas com um filho fascinado pelas facilidades materiais que o mundo das drogas oferecia aos envolvidos. Carrões, mulheres, festas, povoavam sua cabecinha , impedindo a compreensão dos conceitos ajuizados por parte dele, apesar de todos os esforços de sua dedicada mãe.
Ela, num crescendo de preocupação, decide, num dia bem cedo, sem avisá-lo previamente de sua intenção, levá-lo para passear.
Ele se deixou levar.
Ela foi para o presídio da Frei Caneca. Ele viu ao vivo e a cores, a realidade dos que estavam presos pelo envolvimento com o que o estava fascinando. Ele não mais se deixou perder-se em sonhos em torno do assunto.
O que ela fez? Queimou etapas.
Notar as imperfeições de outrem é fundamental, se o nosso objetivo é a nossa melhora.
Notar as imperfeições dos outros, visando falar com eles a respeito com carinho e respeito, sem transformar isto num processo obssessivo do tipo "Joãozinho que queria consertar o mundo", pode ser muito benéfico para quem recebe a orientação.
E a respeito de divulgar o mal cometido por outros?
Precisamos ter o bom senso para saber discernir, o mal que só prejudica o próprio autor, do mal que prejudica um grupo. É nosso dever proteger a coletividade.
Se temos notícia, conhecimento de que alguém vai colocar uma bomba num local público, é nosso dever, tornar o fato conhecido o suficiente para que possa ser evitada uma tragédia.
Como vemos, temos que ter cuidado com nossas palavras, porque elas podem rebaixar ou fortalecer.
Uma senhora - nos conta Hilário Silva ou Humberto de Campos, através do Chico Xavier -, estava muito preocupada com a língua da filha, sempre ferina. Apesar de todas as orientações da mãe, a filha não modificava seu jeito de se expressar, sempre encontrando meios e ocasiões para criticar e condenar.
Um dia, a mãe saiu cedo de casa com a filha pela mão, e a levou diante de um prédio em construção. A filha sem perceber o que a mãe intentava, olhava tudo curiosa.
Sua mãe, perguntou, atenta a reação da filha diante da pergunta:
"O que você vê minha filha?"
E a menina começou a descrever o grande movimento em favor do trabalho. Aqui uns assentavam tijolos. Outros viravam massa, outros mais carregavam carrinhos de massa, lá eram suspensos baldes, faziam-se medidas, enfim, uma grande atividade era desenvolvida.
A mãe, tomou a filha pelas mãos e a levou para um bairro distante, onde estava previsto um acontecimento que caía bem para os propósitos de ensino que ela tinha relativo à filha.A menina se viu frente a um prédio em processo de demolição.
Novamente a mãe perguntou o que a filha via.
E ela descreveu que um homem movimentava uma máquina, derrubando o prédio.
A mãe, então, alinhavou tudo o que havia acontecido até aquele momento. "Observe minha filha que, para construir, são necessárias muitas pessoas, muito trabalho, mas, para destruir, basta uma única.
Assim é com relação a forma que usamos nossas palavras. A boca constrói ou destrói, dependendo da direção que dermos aos nossos raciocínios, aos nossos sentimentos."
Aprendamos a bem direcionar os tesouros do nosso entendimento, de modo a caminharmos com mais segurança e rapidez na direção de uma vivência espiritual melhor.
Usemos de nossa inteligência para ampararmos o semelhante em sua caminhada, e ele nos agradecerá.
Oração Final:
<carlos_roberto> Querido Mestre Jesus, Te agradecemos pela oportunidade de conhecermos seu maravilhoso exemplo de trabalho no bem. Nos sentimos felizes por Você ter inspirado a tantos a seguir-Te o caminho, semeando o bem para a humanidade. Obrigado pela Doutrina Espírita, que está aí a nos mostrar que o que nos aguarda é a evolução, caminho para a perfeição. Nos sentimos gratos, por tantas oportunidades de consolar quem sofre, de esclarecer que ignora, de iluminar os caminhos de quem não sabe direito em que direção vai. Dentro deste espírito de gratidão, agradecendo sempre, Te pedimos permissão para encerrar o nosso trabalho desta noite.
Que Assim Seja!
Falar ou não falar
ORSON PETER CARRARA
orsonpeter@yahoo.com.br
Matão, São Paulo (Brasil)
Falar ou não falar
Eis uma questão muito delicada. Como agir diante de circunstâncias, fatos, posturas que denotem conduta inadequada? Quando devemos e como fazermos para chamar a atenção de alguém por comportamentos que comprometem a segurança e paz de outras criaturas, por exemplo? Ou de alguém que se rebela diante dos critérios de funcionamento de uma reunião ou instituição?
Há que se considerar que cada caso é um caso por si só. Há agravantes, atenuantes, características próprias e peculiaridades a cada situação que nunca permitem estabelecer-se uma receita pronta que resolva todas as ocorrências. Por isso recorramos à Doutrina Espírita.
O capítulo X de O Evangelho segundo o Espiritismo traz importante contribuição ao estudo do tema. Kardec o intitulou Bem-Aventurados Aqueles que são Misericordiosos, inserindo instruções dos Espíritos sobre o perdão, a indulgência, reconciliação com os adversários e suas próprias análises, inclusive também sobre o ensino de Jesus do Não Julgueis.
Para análise e reflexão geral, porém, transcrevemos abaixo as instruções do Espírito São Luiz pertinentes à delicada questão e constantes do final do referido capítulo (os grifos são nossos):
“(...) É permitido repreender os outros, notar as imperfeições de outrem, divulgar o mal de outrem?
19. Ninguém sendo perfeito, seguir-se-á que ninguém tem o direito de repreender o seu próximo? Certamente que não é essa a conclusão a tirar-se, porquanto cada um de vós deve trabalhar pelo progresso de todos e, sobretudo, daqueles cuja tutela vos foi confiada. Mas, por isso mesmo, deveis fazê-lo com moderação, para um fim útil, e, não, como as mais das vezes, pelo prazer de denegrir. Neste último caso, a repreensão é uma maldade; no primeiro, é um dever que a caridade manda seja cumprido com todo o cuidado possível. Ao demais, a censura que alguém faça a outrem deve ao mesmo tempo dirigi-la a si próprio, procurando saber se não a terá merecido. — S. Luís. (Paris, 1860.)
20. Será repreensível notarem-se as imperfeições dos outros, quando daí nenhum proveito possa resultar para eles, uma vez que não sejam divulgadas? Tudo depende da intenção. Decerto, a ninguém é defeso ver o mal, quando ele existe. Fora mesmo inconveniente ver em toda a parte só o bem. Semelhante ilusão prejudicaria o progresso. O erro está no fazer-se que a observação redunde em detrimento do próximo, desacreditando-o, sem necessidade, na opinião geral. Igualmente repreensível seria fazê-lo alguém apenas para dar expansão a um sentimento de malevolência e à satisfação de apanhar os outros em falta. Dá-se inteiramente o contrário quando, estendendo sobre o mal um véu, para que o público não o veja, aquele que note os defeitos do próximo o faça em seu proveito pessoal, isto é, para se exercitar em evitar o que reprova nos outros. Essa observação, em suma, não é proveitosa ao moralista? Como pintaria ele os defeitos humanos, se não estudasse os modelos? — S. Luís. (Paris, 1860.)
21. Haverá casos em que convenha se desvende o mal de outrem? É muito delicada esta questão e, para resolvê-la, necessário se torna apelar para a caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só a ela prejudicam, nenhuma utilidade haverá nunca em divulgá-la. Se, porém, podem acarretar prejuízo a terceiros, deve-se atender de preferência ao interesse do maior número. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever, pois mais vale caia um homem, do que virem muitos a ser suas vítimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes. — São Luís. (Paris, 1860.).”
Eis o grande desafio: perceber realmente essa observação final da instrução superior. Daí a própria instrução acima transcrita destacar: É muito delicada esta questão e, para resolvê-la, necessário se torna apelar para a caridade bem compreendida. A caridade bem compreendida engloba, conforme a entendia Jesus o perdão das ofensas, a benevolência para com todos e a indulgência para com as faltas alheias, conforme ensino da questão 886 de O Livro dos Espíritos, onde Kardec acrescenta como comentário pessoal: “(...) amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem que está ao nosso alcance e que gostaríamos nos fosse feito a nós mesmos. (...)”.
Por outro lado, o tema também é abordado na questão 903 de O Livro dos Espíritos:
“903. Incorre em culpa o homem, por estudar os defeitos alheios? Incorrerá em grande culpa, se o fizer para os criticar e divulgar, porque será faltar com a caridade. Se o fizer, para tirar daí proveito, para evitá-los, tal estudo poderá ser-lhe de alguma utilidade. Importa, porém, não esquecer que a indulgência para com os defeitos de outrem é uma das virtudes contidas na caridade. Antes de censurardes as imperfeições dos outros, vede se de vós não poderão dizer o mesmo. Tratai, pois, de possuir as qualidades opostas aos defeitos que criticais no vosso semelhante. Esse o meio de vos tornardes superiores a ele. Se lhe censurais o ser avaro, sede generosos; se o ser orgulhoso, sede humildes e modestos; se o ser áspero, sede brandos; se o proceder com pequenez, sede grandes em todas as vossas ações. Numa palavra, fazei por maneira que se não vos possam aplicar estas palavras de Jesus: Vê o argueiro no olho do seu vizinho e não vê a trave no seu próprio”.
Portanto, haverá casos e casos, mas sempre a caridade deverá pautar nossas ações, ainda que para advertir, afastar ou orientar alguém. Muitas vezes nos depararemos com pessoas e situações que trarão prejuízos a muitos e o dever da caridade impõe nossa ação de Falar ao invés de Não falar. Porém, sem interferir no livre-arbítrio das criaturas. E, ao mesmo tempo, usando da indulgência, como ensinam os Bons Espíritos. Eis o desafio a nos ensinar...
orsonpeter@yahoo.com.br
Matão, São Paulo (Brasil)
Falar ou não falar
Eis uma questão muito delicada. Como agir diante de circunstâncias, fatos, posturas que denotem conduta inadequada? Quando devemos e como fazermos para chamar a atenção de alguém por comportamentos que comprometem a segurança e paz de outras criaturas, por exemplo? Ou de alguém que se rebela diante dos critérios de funcionamento de uma reunião ou instituição?
Há que se considerar que cada caso é um caso por si só. Há agravantes, atenuantes, características próprias e peculiaridades a cada situação que nunca permitem estabelecer-se uma receita pronta que resolva todas as ocorrências. Por isso recorramos à Doutrina Espírita.
O capítulo X de O Evangelho segundo o Espiritismo traz importante contribuição ao estudo do tema. Kardec o intitulou Bem-Aventurados Aqueles que são Misericordiosos, inserindo instruções dos Espíritos sobre o perdão, a indulgência, reconciliação com os adversários e suas próprias análises, inclusive também sobre o ensino de Jesus do Não Julgueis.
Para análise e reflexão geral, porém, transcrevemos abaixo as instruções do Espírito São Luiz pertinentes à delicada questão e constantes do final do referido capítulo (os grifos são nossos):
“(...) É permitido repreender os outros, notar as imperfeições de outrem, divulgar o mal de outrem?
19. Ninguém sendo perfeito, seguir-se-á que ninguém tem o direito de repreender o seu próximo? Certamente que não é essa a conclusão a tirar-se, porquanto cada um de vós deve trabalhar pelo progresso de todos e, sobretudo, daqueles cuja tutela vos foi confiada. Mas, por isso mesmo, deveis fazê-lo com moderação, para um fim útil, e, não, como as mais das vezes, pelo prazer de denegrir. Neste último caso, a repreensão é uma maldade; no primeiro, é um dever que a caridade manda seja cumprido com todo o cuidado possível. Ao demais, a censura que alguém faça a outrem deve ao mesmo tempo dirigi-la a si próprio, procurando saber se não a terá merecido. — S. Luís. (Paris, 1860.)
20. Será repreensível notarem-se as imperfeições dos outros, quando daí nenhum proveito possa resultar para eles, uma vez que não sejam divulgadas? Tudo depende da intenção. Decerto, a ninguém é defeso ver o mal, quando ele existe. Fora mesmo inconveniente ver em toda a parte só o bem. Semelhante ilusão prejudicaria o progresso. O erro está no fazer-se que a observação redunde em detrimento do próximo, desacreditando-o, sem necessidade, na opinião geral. Igualmente repreensível seria fazê-lo alguém apenas para dar expansão a um sentimento de malevolência e à satisfação de apanhar os outros em falta. Dá-se inteiramente o contrário quando, estendendo sobre o mal um véu, para que o público não o veja, aquele que note os defeitos do próximo o faça em seu proveito pessoal, isto é, para se exercitar em evitar o que reprova nos outros. Essa observação, em suma, não é proveitosa ao moralista? Como pintaria ele os defeitos humanos, se não estudasse os modelos? — S. Luís. (Paris, 1860.)
21. Haverá casos em que convenha se desvende o mal de outrem? É muito delicada esta questão e, para resolvê-la, necessário se torna apelar para a caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só a ela prejudicam, nenhuma utilidade haverá nunca em divulgá-la. Se, porém, podem acarretar prejuízo a terceiros, deve-se atender de preferência ao interesse do maior número. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever, pois mais vale caia um homem, do que virem muitos a ser suas vítimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes. — São Luís. (Paris, 1860.).”
Eis o grande desafio: perceber realmente essa observação final da instrução superior. Daí a própria instrução acima transcrita destacar: É muito delicada esta questão e, para resolvê-la, necessário se torna apelar para a caridade bem compreendida. A caridade bem compreendida engloba, conforme a entendia Jesus o perdão das ofensas, a benevolência para com todos e a indulgência para com as faltas alheias, conforme ensino da questão 886 de O Livro dos Espíritos, onde Kardec acrescenta como comentário pessoal: “(...) amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem que está ao nosso alcance e que gostaríamos nos fosse feito a nós mesmos. (...)”.
Por outro lado, o tema também é abordado na questão 903 de O Livro dos Espíritos:
“903. Incorre em culpa o homem, por estudar os defeitos alheios? Incorrerá em grande culpa, se o fizer para os criticar e divulgar, porque será faltar com a caridade. Se o fizer, para tirar daí proveito, para evitá-los, tal estudo poderá ser-lhe de alguma utilidade. Importa, porém, não esquecer que a indulgência para com os defeitos de outrem é uma das virtudes contidas na caridade. Antes de censurardes as imperfeições dos outros, vede se de vós não poderão dizer o mesmo. Tratai, pois, de possuir as qualidades opostas aos defeitos que criticais no vosso semelhante. Esse o meio de vos tornardes superiores a ele. Se lhe censurais o ser avaro, sede generosos; se o ser orgulhoso, sede humildes e modestos; se o ser áspero, sede brandos; se o proceder com pequenez, sede grandes em todas as vossas ações. Numa palavra, fazei por maneira que se não vos possam aplicar estas palavras de Jesus: Vê o argueiro no olho do seu vizinho e não vê a trave no seu próprio”.
Portanto, haverá casos e casos, mas sempre a caridade deverá pautar nossas ações, ainda que para advertir, afastar ou orientar alguém. Muitas vezes nos depararemos com pessoas e situações que trarão prejuízos a muitos e o dever da caridade impõe nossa ação de Falar ao invés de Não falar. Porém, sem interferir no livre-arbítrio das criaturas. E, ao mesmo tempo, usando da indulgência, como ensinam os Bons Espíritos. Eis o desafio a nos ensinar...
É permitido repreender, notar as imperfeições e divulgar o mal de outrem?
É permitido repreender, notar as
imperfeições e divulgar o mal de
outrem?
-------------------------------------------------------------------
A - Conclusão do Estudo:
Antes de repreender alguém, verifiquemos se não praticamos o ato cencurado: a autoridade de censura está no exemplo do bem que dá aquele que censura. Enquanto a censura bem intencionada esclarece e orienta, o bom exemplo convence.
B - Questões para estudo e diálogo virtual:
1 - Mesmo imbuídos de boa intenção e moderação, que outro fator devemos levar em conta ao censurar o procedimento do próximo?
Devemos primeiramente, verificar se não adotamos o mesmo procedimento que reprovamos no próximo. Senão, onde encontramos a força moral necessária para repreendê-lo?
Devemos tomar para nós os conselhos que dermos aos outros. Em termos de bons procedimentos, ninguém pode exigir de outrem, aquilo que não pratica.
2 - Que proveito devemos tirar para nós das imperfeições alheias?
Elas nos alertam para o dever de nos auto-avaliar, a fim de verificar o que temos a corrigir, antes de censurar os outros, sobretudo porque cada um tem o direito de agir como melhor lhe apraz.
"Precisamos nutrir o cérebro de pensamentos limpos, mas não está em nosso poder exigir que os semelhantes pensem como nós." (Emmanuel e André Luiz / livro: Estude e Viva. nº 22).
3 - Que outra maneira (indireta) existe de repreender o erro do próximo, sem alardear?
Podemos demonstrar, também, a nossa reprovação ante as imperfeições do próximo, e alertá-lo para isso, através do bom exemplo que possamos dar com o nosso proceder.
Enquanto a censura - bem intencionada - consegue esclarecer e orientar, o bom exemplo convence.
imperfeições e divulgar o mal de
outrem?
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A - Conclusão do Estudo:
Antes de repreender alguém, verifiquemos se não praticamos o ato cencurado: a autoridade de censura está no exemplo do bem que dá aquele que censura. Enquanto a censura bem intencionada esclarece e orienta, o bom exemplo convence.
B - Questões para estudo e diálogo virtual:
1 - Mesmo imbuídos de boa intenção e moderação, que outro fator devemos levar em conta ao censurar o procedimento do próximo?
Devemos primeiramente, verificar se não adotamos o mesmo procedimento que reprovamos no próximo. Senão, onde encontramos a força moral necessária para repreendê-lo?
Devemos tomar para nós os conselhos que dermos aos outros. Em termos de bons procedimentos, ninguém pode exigir de outrem, aquilo que não pratica.
2 - Que proveito devemos tirar para nós das imperfeições alheias?
Elas nos alertam para o dever de nos auto-avaliar, a fim de verificar o que temos a corrigir, antes de censurar os outros, sobretudo porque cada um tem o direito de agir como melhor lhe apraz.
"Precisamos nutrir o cérebro de pensamentos limpos, mas não está em nosso poder exigir que os semelhantes pensem como nós." (Emmanuel e André Luiz / livro: Estude e Viva. nº 22).
3 - Que outra maneira (indireta) existe de repreender o erro do próximo, sem alardear?
Podemos demonstrar, também, a nossa reprovação ante as imperfeições do próximo, e alertá-lo para isso, através do bom exemplo que possamos dar com o nosso proceder.
Enquanto a censura - bem intencionada - consegue esclarecer e orientar, o bom exemplo convence.
Indulgência
Francisco Muniz
Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec indaga dos luminares da Terceira Revelação sobre qual noção tinha Jesus quanto à caridade. Em resposta, os Espíritos Superiores declinaram estes três preceitos: benevolência para com todos, indulgência para com as faltas alheias e perdão das ofensas. Como se vê, a indulgência é dos importantes tipos de caridade, constituindo em não reparar nos defeitos ou nos erros dos outros. Sendo ninguém perfeito e não havendo perfeição sobre a Terra, que direito terá alguém de cobrar um comportamento irreprochável de seu semelhante?
Se não temos o direito de exigir, também não devemos censurar a quem quer que seja. O que devemos entender, na verdade, é que cada um é livre para agir como sabe e pode, e que muitos de nós ainda não compreendemos o suficiente para nos portarmos de modo mais condizente com os conceitos de ética e moralidade. Por essa razão, o Cristo nos ensina a não julgar, a fim de que também não sejamos julgados, o que se dá com a mesma medida utilizada nos julgamentos feitos.
A indulgência, assim, é, de acordo com o Evangelho Segundo o Espiritismo (do mesmo Allan Kardec), uma daquelas recomendações do Cristo no sentido de usarmos de misericórdia para com os demais. Sua falta, ou melhor, sua inobservância, acarretará pesado ônus, posto que, conforme o aviso de Jesus, a cada um será dado de acordo com suas obras. Quer dizer: se ser misericordioso é o passaporte para se alcançar misericórdia, deixar de fazê-lo é escolher o caminho do desprezo, do qual a consciência se ressentirá tão fortemente quanto tenha sido sua indiferença para com a própria tarefa de autoaperfeiçoamento...
Indulgência e nós - Maria Dolores
Quando ofensas te visitem
Não revides, alma boa,
Ama, trabalha, perdoa,
Não penses mal de ninguém;
A pessoa humilha e fere
Quando não sabe o que custa
Fugir à lei nobre e justa
Com que Deus preserva o bem.
Aversão, cólera, insulto,
Inveja, impulso violento
Discórdia, ressentimento
Desespero e orgulho vão.
No fundo, somente expressam
Enfermidades da mente
Que esperam de toda gente
O amparo da compaixão.
Quando a injúria te ameace,
Age e constrói, serve e lida,
A gente guarda na vida
Somente aquilo que fez.
Todos estamos na escola,
Hoje, há quem erre e se gabe,
Amanhã, talvez... Quem sabe?
Chegue também nossa vez.
Não revides, alma boa,
Ama, trabalha, perdoa,
Não penses mal de ninguém;
A pessoa humilha e fere
Quando não sabe o que custa
Fugir à lei nobre e justa
Com que Deus preserva o bem.
Aversão, cólera, insulto,
Inveja, impulso violento
Discórdia, ressentimento
Desespero e orgulho vão.
No fundo, somente expressam
Enfermidades da mente
Que esperam de toda gente
O amparo da compaixão.
Quando a injúria te ameace,
Age e constrói, serve e lida,
A gente guarda na vida
Somente aquilo que fez.
Todos estamos na escola,
Hoje, há quem erre e se gabe,
Amanhã, talvez... Quem sabe?
Chegue também nossa vez.
Na luz da indulgência - Emmanuel
"E se ao que quiser pleitear contigo tirar-te o vestido, larga-lhe também a capa." JESUS, MATEUS,5: 40.
“Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações e o Senhor usará da Indulgência convosco, como de indulgência houverdes usado para com os outros.” - Cap.10, 17.
Anseias pela vitória do bem, contudo, acende a luz da indulgência para faze-lo com segurança.
Todos nós, espíritos imperfeitos, ainda arraigados ‘`a evolução da Terra, reclamamos concurso e compaixãouns dos outros, mas nem sempre sabemos por nos mesmos, quando surgimos necessitados de semelhantes recursos.
Em muitas circunstâncias, estamos cegos da reflexão, surdos do entendimento, paralíticos da: sensibilidade e anestesiados na memória sem perceber.
0 irmão da luta de ontem mostra-se hoje em plena abastança material, delirando na ambição desenfreada.
Certo, aspiras a vê-lo recambiado ao próprio equilíbrio, a fim de que o dinheiro lhe sirva de instrumento à, felicidade, no entanto, para isso, não comeces por censurar-lhe o procedimento- Usa a indulgência e renova-lhe o modo, de pensar e de ser.
0 amigo escalou a evidência pública, fazendo-se verdugo em nome da autoridade.
Queres garantir-lhe o reajuste para que o poder se lhe erija, em caminho de paz, entretanto, não te dês a isso, exibindo atitude condenatória.
Usa a clareando-lhe o raciocínio.
A jovem do teu convívio embriagou-se na ilusão, caindo em sucessivos abusos, a pretexto de mocidade.
Justo suspires por reintegrá-la no harmonioso desenvolvimento das próprias faculdades situando-a no rumo das experiências ,de natureza superior, todavia, por ajudá-la, não lhe reproves os sonhos.
Usa a indulgência e ampara-lhe. a meninice.
0 companheiro em provas amargas escorregou no desânimo e tombou em desespero.
Claro que anelas para ele o retorno A tranqüilidade, no entanto, não te entregues às criticas que lhe agravariam a irritação.
Usa a indulgência e oferece-lhe apoio.
0 Próprio Criador espera as criaturas, no transcurso do tempo tolerando-lhes as faltas, e encorajando-lhes as esperanças, embora lhes corrija todos os erros, através de leis eficientes e claras Indiscutivelmente, ninguém constrói nada de bom, sem responsabilidade e disciplina, advertência e firmeza, mas é imperioso considerar que toda boa obra roga auxílio a fim de aperfeiçoar-se.
Pensa no bem e faze o bem, contudo, é preciso recordar que o bem exigido pela força da violência gera males inúmeros em torno e desaparece da área luminosa do bem para converter-se no mal maior.
“Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações e o Senhor usará da Indulgência convosco, como de indulgência houverdes usado para com os outros.” - Cap.10, 17.
Anseias pela vitória do bem, contudo, acende a luz da indulgência para faze-lo com segurança.
Todos nós, espíritos imperfeitos, ainda arraigados ‘`a evolução da Terra, reclamamos concurso e compaixãouns dos outros, mas nem sempre sabemos por nos mesmos, quando surgimos necessitados de semelhantes recursos.
Em muitas circunstâncias, estamos cegos da reflexão, surdos do entendimento, paralíticos da: sensibilidade e anestesiados na memória sem perceber.
0 irmão da luta de ontem mostra-se hoje em plena abastança material, delirando na ambição desenfreada.
Certo, aspiras a vê-lo recambiado ao próprio equilíbrio, a fim de que o dinheiro lhe sirva de instrumento à, felicidade, no entanto, para isso, não comeces por censurar-lhe o procedimento- Usa a indulgência e renova-lhe o modo, de pensar e de ser.
0 amigo escalou a evidência pública, fazendo-se verdugo em nome da autoridade.
Queres garantir-lhe o reajuste para que o poder se lhe erija, em caminho de paz, entretanto, não te dês a isso, exibindo atitude condenatória.
Usa a clareando-lhe o raciocínio.
A jovem do teu convívio embriagou-se na ilusão, caindo em sucessivos abusos, a pretexto de mocidade.
Justo suspires por reintegrá-la no harmonioso desenvolvimento das próprias faculdades situando-a no rumo das experiências ,de natureza superior, todavia, por ajudá-la, não lhe reproves os sonhos.
Usa a indulgência e ampara-lhe. a meninice.
0 companheiro em provas amargas escorregou no desânimo e tombou em desespero.
Claro que anelas para ele o retorno A tranqüilidade, no entanto, não te entregues às criticas que lhe agravariam a irritação.
Usa a indulgência e oferece-lhe apoio.
0 Próprio Criador espera as criaturas, no transcurso do tempo tolerando-lhes as faltas, e encorajando-lhes as esperanças, embora lhes corrija todos os erros, através de leis eficientes e claras Indiscutivelmente, ninguém constrói nada de bom, sem responsabilidade e disciplina, advertência e firmeza, mas é imperioso considerar que toda boa obra roga auxílio a fim de aperfeiçoar-se.
Pensa no bem e faze o bem, contudo, é preciso recordar que o bem exigido pela força da violência gera males inúmeros em torno e desaparece da área luminosa do bem para converter-se no mal maior.
Indulgência - André Luiz
A luz da alegria deve ser o facho continuamente aceso na atmosfera das nossas experiências.
Circunstâncias diversas e principalmente as de indisciplina podem alterar o clima de paz, em redor de nós, e dentre elas se destaca a palavra impensada como forja de incompreensão, a instalar entrechoques.
Daí o nosso dever básico de vigiar a nós mesmos na conversação, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios.
Sejamos indulgentes.
Se erramos, roguemos perdão.
Se outros erraram, perdoemos.
O mal que desejarmos para alguém, hoje, suscitará o mal para nós, amanhã.
A mágoa não tem razão justa e o perdão anula os problemas, diminuindo complicações e perdas de tempo.
É assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade real.
Quem não reconhece as próprias imperfeições demonstra incoerência. Quem perdoa desconhece o remorso.
Ódio é fogo invisível na consciência.
O erro, por isso, não pede aversão, mas, entendimento.
O erro, nosso, requer a bondade alheia; erro de outrem, reclama a clemência nossa.
A Humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de quem a estime.
E ante o erro, debalde se multiplicam justificações e razões. Antes de tudo, é preciso refazer, porque o retorno à tarefa é a conseqüência inevitável de toda fuga ao dever.
Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais amplo em nós o imperativo de perdoar.
Aprendamos com o Evangelho, a fonte inexaurível da Verdade.
Você, amostra da Grande Prole de Deus, carece do amparo de todos e todos solicitam-lhe amparo.
Saiba, pois, refletir o mundo em torno, recordando que o espelho, inerte e frio, retrata todos os aspectos dignos e indignos à sua volta, o pintor, consciente, buscando criar atividade superior, somente exterioriza na pureza da tela os ângulos nobres e construtivos da vida.
Circunstâncias diversas e principalmente as de indisciplina podem alterar o clima de paz, em redor de nós, e dentre elas se destaca a palavra impensada como forja de incompreensão, a instalar entrechoques.
Daí o nosso dever básico de vigiar a nós mesmos na conversação, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios.
Sejamos indulgentes.
Se erramos, roguemos perdão.
Se outros erraram, perdoemos.
O mal que desejarmos para alguém, hoje, suscitará o mal para nós, amanhã.
A mágoa não tem razão justa e o perdão anula os problemas, diminuindo complicações e perdas de tempo.
É assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade real.
Quem não reconhece as próprias imperfeições demonstra incoerência. Quem perdoa desconhece o remorso.
Ódio é fogo invisível na consciência.
O erro, por isso, não pede aversão, mas, entendimento.
O erro, nosso, requer a bondade alheia; erro de outrem, reclama a clemência nossa.
A Humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de quem a estime.
E ante o erro, debalde se multiplicam justificações e razões. Antes de tudo, é preciso refazer, porque o retorno à tarefa é a conseqüência inevitável de toda fuga ao dever.
Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais amplo em nós o imperativo de perdoar.
Aprendamos com o Evangelho, a fonte inexaurível da Verdade.
Você, amostra da Grande Prole de Deus, carece do amparo de todos e todos solicitam-lhe amparo.
Saiba, pois, refletir o mundo em torno, recordando que o espelho, inerte e frio, retrata todos os aspectos dignos e indignos à sua volta, o pintor, consciente, buscando criar atividade superior, somente exterioriza na pureza da tela os ângulos nobres e construtivos da vida.
Indulgência permanente - Joanna
Escasseia, cada vez mais, no comportamento humano, a indulgência.
Relevante para o êxito da criatura em si mesma e em relação ao próximo, o pragmatismo negativo dos interesses imediatos vem, a pouco e pouco, desacreditando-a, deixando-a à margem.
Sem a indulgência no lar, diante das atitudes infelizes dos familiares ou em referência aos seus equívocos, instala-se a malquerença; na oficina de atividades comerciais, produz a desconfiança; no trato social propicia o desconforto moral e responde pelo competição destrutiva.. .
Tentando substituí-la, as criaturas imprevidentes colocam nos lábios a mordacidade no trato com o semelhante, a falsa superioridade, a ofensa freqüente, a hipocrisia em arremedos de tolerância.
A indulgência para com as faltas alheias é perfeita compreensão da própria fragilidade, a refletir-se no erro de outrem, entendendo que todos necessitam de oportunidade para recuperar-se, e facultando-a sem assumir rígido comportamento de censor ou injustificável postura de benfeitor.
A indulgência é um sentimento de humanidade que vige em todas as pessoas, aguardando desdobramento e vitalidade que somente o esforço de cada qual logra realizar.
É calma e natural, fraterna e gentil, brotando como linfa cristalina alcance do sedento.
Generosa, não guarda qualquer ressentimento, olvidando as ofensas a benefício do próprio agressor.
A indulgência é um ato de amor que se expande e de caridade que se realiza.
Mede-se a conquista moral de um homem pelo grau de indulgência que possui em relação aos limites e erros alheios.
Ninguém que jornadeie, no mundo, sem errar e que, por sua vez, não necessite da indulgência daqueles a quem magoa ou contra os quais se levanta.
A indulgência pacifica o infrator, auxiliando-o a crescer em espírito e abre áreas de simpatia naquele que a proporciona.
Virtude do sentimento, a indulgência revela sabedoria da razão Agredido pela ignorância do poviléu, ou pela astúcia farisaica, ou pela covardia dos amigos, ou pela pusilanimidade de Pilatos, Jesus foi indulgente para com todos, não obstante jamais houvesse recebido ou necessitasse da indulgência de quem quer que fosse.
Lecionando o amor, toda a Sua vida é um hino à indulgência e uma oportunidade de redenção ao equivocado.
Sê, pois, tu também, indulgente em relação ao teu próximo, quão necessitado te encontras da indulgência dos outros assim como da Vida.
Relevante para o êxito da criatura em si mesma e em relação ao próximo, o pragmatismo negativo dos interesses imediatos vem, a pouco e pouco, desacreditando-a, deixando-a à margem.
Sem a indulgência no lar, diante das atitudes infelizes dos familiares ou em referência aos seus equívocos, instala-se a malquerença; na oficina de atividades comerciais, produz a desconfiança; no trato social propicia o desconforto moral e responde pelo competição destrutiva.. .
Tentando substituí-la, as criaturas imprevidentes colocam nos lábios a mordacidade no trato com o semelhante, a falsa superioridade, a ofensa freqüente, a hipocrisia em arremedos de tolerância.
A indulgência para com as faltas alheias é perfeita compreensão da própria fragilidade, a refletir-se no erro de outrem, entendendo que todos necessitam de oportunidade para recuperar-se, e facultando-a sem assumir rígido comportamento de censor ou injustificável postura de benfeitor.
A indulgência é um sentimento de humanidade que vige em todas as pessoas, aguardando desdobramento e vitalidade que somente o esforço de cada qual logra realizar.
É calma e natural, fraterna e gentil, brotando como linfa cristalina alcance do sedento.
Generosa, não guarda qualquer ressentimento, olvidando as ofensas a benefício do próprio agressor.
A indulgência é um ato de amor que se expande e de caridade que se realiza.
Mede-se a conquista moral de um homem pelo grau de indulgência que possui em relação aos limites e erros alheios.
Ninguém que jornadeie, no mundo, sem errar e que, por sua vez, não necessite da indulgência daqueles a quem magoa ou contra os quais se levanta.
A indulgência pacifica o infrator, auxiliando-o a crescer em espírito e abre áreas de simpatia naquele que a proporciona.
Virtude do sentimento, a indulgência revela sabedoria da razão Agredido pela ignorância do poviléu, ou pela astúcia farisaica, ou pela covardia dos amigos, ou pela pusilanimidade de Pilatos, Jesus foi indulgente para com todos, não obstante jamais houvesse recebido ou necessitasse da indulgência de quem quer que fosse.
Lecionando o amor, toda a Sua vida é um hino à indulgência e uma oportunidade de redenção ao equivocado.
Sê, pois, tu também, indulgente em relação ao teu próximo, quão necessitado te encontras da indulgência dos outros assim como da Vida.
O SÁBIO E O ESCORPIÃO (A INDULGÊNCIA)
O SÁBIO E O ESCORPIÃO (A INDULGÊNCIA)
“Certa vez, na Índia, um sábio passava, com seu discípulo, à margem do Rio Ganges, quando viu um escorpião que se afogava. Ele então correu e, com a mão, retirou o bichinho e o trouxe à terra firme.
Naquele instante, o escorpião o picou... Dizem que é uma dor terrível... Inchou a mão do sábio.
Assim que ele o colocou no chão, pacientemente, o escorpião voltou para a água. E ele, com a mão já inchada, debaixo daquelas dores violentas, vai e o retira novamente.
E o discípulo a observar...
Numa terceira vez em que ele traz o escorpião, já com a mão bastante inchada e as dores violentas, ele o põe mais distante, em terra. Aí, o discípulo já não suporta mais aquilo e diz:
- Mestre, eu não estou entendendo... Este bicho... É a terceira vez que o senhor vai retirá-lo da água e ele pica sua mão dessa maneira. O senhor deve estar sofrendo dores terríveis!...
E ele, com a fisionomia plácida das almas que conhecem o segredo do bem, daqueles que já realmente conquistaram um território de amor e renúncia no coração, que têm a visão das verdades celestes, vira-se para o discípulo e diz:
Livro: Um Minuto Com Chico Xavier
José Antônio Vieira de Paula
“Certa vez, na Índia, um sábio passava, com seu discípulo, à margem do Rio Ganges, quando viu um escorpião que se afogava. Ele então correu e, com a mão, retirou o bichinho e o trouxe à terra firme.
Naquele instante, o escorpião o picou... Dizem que é uma dor terrível... Inchou a mão do sábio.
Assim que ele o colocou no chão, pacientemente, o escorpião voltou para a água. E ele, com a mão já inchada, debaixo daquelas dores violentas, vai e o retira novamente.
E o discípulo a observar...
Numa terceira vez em que ele traz o escorpião, já com a mão bastante inchada e as dores violentas, ele o põe mais distante, em terra. Aí, o discípulo já não suporta mais aquilo e diz:
- Mestre, eu não estou entendendo... Este bicho... É a terceira vez que o senhor vai retirá-lo da água e ele pica sua mão dessa maneira. O senhor deve estar sofrendo dores terríveis!...
E ele, com a fisionomia plácida das almas que conhecem o segredo do bem, daqueles que já realmente conquistaram um território de amor e renúncia no coração, que têm a visão das verdades celestes, vira-se para o discípulo e diz:
Livro: Um Minuto Com Chico Xavier
José Antônio Vieira de Paula
INDULGÊNCIA
INDULGÊNCIA
De acordo com alguns dicionários a palavra indulgência significa:
Facilidade em perdoar os erros dos outros, clemência, tolerância,
indulto, perdão, bondade, misericórdia.
O Espiritismo adota a divisa “Fora da caridade não há salvação”.
Há nessa máxima, dois conceitos principais:
Salvação: Emmanuel (o consolador, nº 225): Temos de traduzir
o conceito de salvação por iluminação de si mesmo, a caminho
das mais elevadas aquisições e realizações no infinito.
O aprimoramento é tarefa individual de cada Espírito, tendo como
objetivo final a condição de Espírito perfeito. A evolução
é pessoal e intransferível – a cada um segundo suas obras.
Caridade: é composta por três virtudes: benevolência, indulgência
e perdão.
Objetivando obter o melhor conceito de caridade, na questão nº 886
de O livro dos Espíritos, Kardec indaga à espiritualidade superior
qual o verdadeiro sentido dessa palavra, segundo a entendia Jesus.
Obtém a seguinte resposta: “Benevolência para com todos, indulgência
para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas”.
Assim, quando Jesus aconselha que não se julgue, o conselho não
parece ser em sentido absoluto, mas apenas a que não se
julgue com severidade.
A indulgência implica fazer um juízo suave das imperfeições
morais alheias.
É uma questão de valorizar o bem, em vez do mal.
Quando se fala em julgamento, logo vem à mente a famosa
frase de Jesus: “Não julgueis, para que não sejais julgados.”
(Mateus: 7:1).
Trata-se de uma medida prudente, tendo em mira a afirmação
de Jesus de que cada um será medido com a medida que
aplicar aos outros (Mateus: 7:2).
A respeito, o seguinte trecho de O Evangelho segundo o
Espiritismo: “Sede indulgentes com as faltas alheias,
quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade
senão as vossas próprias ações e o Senhor usará
de indulgência para convosco, como de indulgência
houverdes usado para com os outros”
(Capítulo X, item 17, primeira parte).
Nesse mesmo capítulo do Evangelho segundo o Espiritismo,
no item 16, há uma interessante dissertação de José,
Espírito Protetor, a respeito da indulgência. Ele afirma que
a indulgência não vê os defeitos de outrem, mas, se os vê,
evita falar deles. Ao contrário, oculta-os.
Ninguém gosta de ficar perto de uma pessoa severa, que só
percebe e valoriza os defeitos alheios. É desagradável sentir-se
criticado, não apreciado, sem falar que ter as próprias dificuldades
ressaltadas desanima, a ponto de muitas vezes surgir o raciocínio
de que nada mais há para fazer: é-se um caso perdido!
A indulgência, como componente da caridade, não é só a meta
(a libertação final, fruto da vivência perfeita), mas também o
caminho, ao viabilizar a fraternidade entre seres ainda imperfeitos,
mas que sonham com a perfeição e precisam se auxiliar em sua
caminhada.
De acordo com alguns dicionários a palavra indulgência significa:
Facilidade em perdoar os erros dos outros, clemência, tolerância,
indulto, perdão, bondade, misericórdia.
O Espiritismo adota a divisa “Fora da caridade não há salvação”.
Há nessa máxima, dois conceitos principais:
Salvação: Emmanuel (o consolador, nº 225): Temos de traduzir
o conceito de salvação por iluminação de si mesmo, a caminho
das mais elevadas aquisições e realizações no infinito.
O aprimoramento é tarefa individual de cada Espírito, tendo como
objetivo final a condição de Espírito perfeito. A evolução
é pessoal e intransferível – a cada um segundo suas obras.
Caridade: é composta por três virtudes: benevolência, indulgência
e perdão.
Objetivando obter o melhor conceito de caridade, na questão nº 886
de O livro dos Espíritos, Kardec indaga à espiritualidade superior
qual o verdadeiro sentido dessa palavra, segundo a entendia Jesus.
Obtém a seguinte resposta: “Benevolência para com todos, indulgência
para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas”.
Assim, quando Jesus aconselha que não se julgue, o conselho não
parece ser em sentido absoluto, mas apenas a que não se
julgue com severidade.
A indulgência implica fazer um juízo suave das imperfeições
morais alheias.
É uma questão de valorizar o bem, em vez do mal.
Quando se fala em julgamento, logo vem à mente a famosa
frase de Jesus: “Não julgueis, para que não sejais julgados.”
(Mateus: 7:1).
Trata-se de uma medida prudente, tendo em mira a afirmação
de Jesus de que cada um será medido com a medida que
aplicar aos outros (Mateus: 7:2).
A respeito, o seguinte trecho de O Evangelho segundo o
Espiritismo: “Sede indulgentes com as faltas alheias,
quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade
senão as vossas próprias ações e o Senhor usará
de indulgência para convosco, como de indulgência
houverdes usado para com os outros”
(Capítulo X, item 17, primeira parte).
Nesse mesmo capítulo do Evangelho segundo o Espiritismo,
no item 16, há uma interessante dissertação de José,
Espírito Protetor, a respeito da indulgência. Ele afirma que
a indulgência não vê os defeitos de outrem, mas, se os vê,
evita falar deles. Ao contrário, oculta-os.
Ninguém gosta de ficar perto de uma pessoa severa, que só
percebe e valoriza os defeitos alheios. É desagradável sentir-se
criticado, não apreciado, sem falar que ter as próprias dificuldades
ressaltadas desanima, a ponto de muitas vezes surgir o raciocínio
de que nada mais há para fazer: é-se um caso perdido!
A indulgência, como componente da caridade, não é só a meta
(a libertação final, fruto da vivência perfeita), mas também o
caminho, ao viabilizar a fraternidade entre seres ainda imperfeitos,
mas que sonham com a perfeição e precisam se auxiliar em sua
caminhada.
Por que ser indulgente?
por Fabiola
in.dul.gên.cia
sf (lat indulgentia) 1 Qualidade de indulgente. 2 Clemência. 3Condescendência, tolerância. 4 Teol Remissão total ou parcial das penas relativas aos pecados. 5 Perdão. I. plenária:absolvição plena das penas temporais. (Michaelis – Moderno Dicionário da Língua Portuguesa)
Não devemos combater fogo com fogo. Jesus nos aconselhou a perdoar sempre. Este fato não se dá sem propósito plausível. Existe uma justificativa muito maior por trás deste ensinamento de desprendimento e de condescendência para as atitudes alheias.
Em primeiro lugar, não devemos fazer aos outros aquilo que não gostaríamos que nos fosse feito. Se não gostamos de ser agredidos ou prejudicados, aqueles que cometem esses atos para conosco também não gostarão de receber uma retribuição no mesmo nível. Portanto, sendo agredido e agredindo, nos tornamos parte de um mecanismo vicioso de dor e sofrimento. O ódio instalado no coração é o amargo veneno que nos sufoca as aspirações mais nobres e nos nivela àqueles que nos agrediram. Haverá sempre, neste ciclo vicioso, alguém querendo se vingar da agressão recebida, sem pensar se fora justa ou não. O ódio faz cegar a razão e o instinto surge como que a proteger-nos das atitudes externas. Faz-se então uma união entre instinto e pensamento direcionado, aliando-se a agressividade aos planos de revide, geradores estes de sofrimentos dos mais atrozes não somente aos agressores e “vítimas”, como também à todos indivíduos indiretamente envolvidos.
A indulgência é uma característica das almas enobrecidas, daqueles indivíduos que já adquiriram conhecimentos intelecto-morais suficientes para discernir e concluir que qualquer ação de revide às ofensas ou às críticas se tornará o fermento que fará crescer o mal que fora gerado. Ela possui o mesmo efeito da água atirada ao fogo. Tem o dom de suavizar e de anular as atitudes e ações maléficas, não dando campo para que elas se propaguem.
Ser indulgente é demonstrar conhecimento das leis morais e de sua aplicabilidade. Ser indulgente é ser portador da compreensão das limitações do próximo e não estimular o seu lado negativo. Muito pelo contrário, a indulgência se torna o exemplo da reta e digna conduta que devemos ter nas mais variadas circunstâncias em que estivermos envolvidos.
Indulgência e perdão é a mesma coisa?
Só perdoa aquele que um dia se achou prejudicado ou se ofendeu com as atitudes alheias. Quando somos indulgentes, não chegamos a guardar nenhum rancor ou mágoa, consequentemente, não teremos nada a perdoar, pois nosso coração não registrou nenhuma “queixa” contra nosso semelhante.
Quais os benefícios de ser indulgente?
Primeiramente, ser indulgente é demonstrar superioridade moral e exercitar a caridade. Aquele que é indulgente compreende as limitações do semelhante e não se revolta, muito pelo contrário. Com suas atitudes, serve de exemplo de comportamento a todos que o testemunham.
O maior benefício que a indulgência fornece é a paz de espírito e a manutenção da harmonia.
Se eu tenho “estopim curto”, como posso praticar a indulgência?
Primeiramente fazendo a caridade para si mesmo. Somos ainda seres “doentes” e necessitamos de tratamento constante. As agressões externas servem para estimular nosso sistema de defesa, que vai se aperfeiçoando gradativamente, criando “anti-corpos” que nos imunizarão de futuras enfermidades psíquicas. Melhor explicando, nos atritos que sofremos no dia-a-dia, aprendemos como nos comportar e a reagir condignamente a cada ação externa. Se reagirmos mal, iremos agravar o quadro, mas se reagirmos corretamente, aprenderemos na prática o comportamento correto a ser adotado em determinada circunstância, que será colocado em prática toda vez que tal situação se repetir. Aqueles que ainda têm o “estopim curto” sofrerão com o retorno de suas ações prematuras até o ponto que certificarão a necessidade de retificar seu procedimento e melhorar-se intimamente. Quando isso ocorrer será sinal que a lição fora assimilada.
Tecer comentários sobre a vida alheia é falta de indulgência?
Completamente. Ainda somos muito orgulhosos para analisarmos primeiramente nossas ações e pensamentos antes de nos mirarmos nas atitudes alheias. Se voltássemos o olhar para dentro de nós, veríamos que existe material “deteriorado” suficiente para nos ocuparmos por longo tempo e não o teríamos para olhar os procedimentos de nossos semelhantes.
O que a falta de indulgência pode ocasionar?
Inimizades, dores e sofrimentos. Ao criticarmos o semelhante ou revidarmos, movemos as energias mais pesadas que existam dentro de nós e a despejamos. Toda ação contrária a bondade e ao amor gera sofrimento. Ser indulgente é ser sábio e benevolente. A sua falta ocasiona conflitos que poderiam ser facilmente evitados e gera desajustes que somente o “remédio homeopático” do tempo e da dor poderá curar.
Sendo indulgentes teremos a paz de consciência tão sonhada?
Em partes sim. Mas não basta apenas esse exercício. É necessário também o exercício do amor através da caridade, da benevolência, da fraternidade e do trabalho. Devemos ser perfeitos em nossas atitudes e produtivos em nossas ações para que a nossa consciência esteja afinada com os desígnios maiores com que fomos criados.
(Colaboração: Valdenir).
Treinamento de Indulgência
A indulgência é parte da caridade e jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, de forma que devemos passar a julgar os nossos próprios corações, os nossos próprios pensamentos e os nossos próprios atos, sem nos ocuparmos do que fazem os nossos irmãos, visto que mesmo aquele que julga em última instância desculpa frequentemente as faltas que condenamos, ou condena as que desculpamos.
A indulgência pode ser definida como bondade que desculpa o que é censurável ou importuno, no espiritismo buscamos mesmo ignorar o que é censurável e inoportuno. Na psicologia ser indulgente é preservar a nós mesmos de apontar nos outros os defeitos que nós também carregamos.
A indulgência junto a benevolência e o perdão das ofensas compõem a caridade e a caridade nos manda ser indulgentes, porque temos necessidade de indulgência. Ser indulgente é começar o processo de libertação da consciência de ciclos de dor que estamos nos impondo desnecessariamente.
Conhecimento e autoconhecimento
Para conseguirmos prosseguir nossa caminhada e aprendermos a ser indulgentes, recebemos auxílio dos irmãos que nos precederem nos ensinando o caminho e nos fazendo evoluir intelectualmente. A evolução intelectual pode auxiliar a evolução moral do homem à medida que nos faz compreender o bem e o mal, nos permitindo escolher.
Além do crescimento intelectual é necessário que desenvolvamos o conhecimento de nós mesmo. Santo Agostinho revelou que utilizava como técnica de autoconhecimento, interrogar a própria consciência, passando em revista o que fizera e se perguntando se não faltara a algum dever, se ninguém tinha o que se queixar dele. Como ele mesmo disse, ele se dirigia perguntas interrogando a sua consciência sobre o que tinha feito.
Além de buscar compreender o que fez Santo Agostinho se perguntava também qual era o objetivo da sua ação, sem se justificar, pois muitas vezes nós nos justificamos escondendo de nós mesmos as nossas verdadeiras intenções.
Diante da necessidade imperiosa de nos conhecermos para evoluirmos contamos também com a ferramenta psicológica. A psicologia uma defesa do nosso ego é a chamada projeção freudiana, um ato de apontar fora de nós os problemas que carregamos. Apontar em outro, projetar em outro nossos defeitos. Para Sigmund Freud essa projeção era tão forte e verdadeira que ele disse que "Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo", se referindo assim a projeção.
Uma outra conclusão que nos auxilia a nos conhecer, agora porém como grupo, é que nós podemos concluir que aqueles a quem desprezamos, condenamos, criticamos, não são tão diferentes de nós e que nós mesmos em algum momento, conforme a vida que tivéssemos tido, a criação que tivéssemos tido, as companhias que tivéssemos durante a vida, poderíamos estar nos comportando exatamente da mesma forma daqueles que excluímos.
Podemos ser indulgentes
Um estudo científico de 1960 demonstrou que as nossas decisões são tomadas inicialmente pelo inconsciente para depois vir para ao consciente, sendo assim, é natural recebermos o comando do inconsciente relacionado aos nossos hábitos condicionados ao longo das reencarnações passadas.
O conhecimento deste fato é importante para lembrarmos que devemos permanecer firmes sobre o que nós decidimos fazer da nossa vida. Se por exemplo decidimos fazer um regime e uma grande vontade de comer doces nos chega, devemos analisar essa sugestão vinda de nosso subconsciente e ao invés de justifica-la e comer doces devemos entende-la e manter a firmeza de nossa decisão, não comendo os doces.
Defina desde já como agirá quando o desejo de errar lhe vier a mente e aja conforme sabe que é certo.
Lembremo-nos que antes de renascermos muitos de nós estávamos em zonas de lamentações e sofrimentos, lutando contra adversários e contra a nossa própria consciência de culta, a nos cobrar nosso erros. A indulgência divina nos deu mais uma vez a chance de recomeçar e fazer diferente. Não desperdicemos essa chance, sermos indulgentes é importante etapa do caminho de PAZ.
Somos filhos abençoados de Deus, mas enquanto não formos indulgentes com os outros não atingiremos o caminho da PAZ.
A INDULGÊNCIA
A INDULGÊNCIA
Com certeza você já deve ter ouvido muito falarem em indulgência, no meio cristão é uma palavra que é
frequentemente utilizada, como a dizer um dos predicados que devemos ter.
Pois bem e você sabe o que significa a indulgência, ou o ser indulgente?
Vejamos o que nos ensina o dicionário sobre esta palavra: Indulgência - in.dul.gên.cia - sf (lat indulgentia) 1 Qualidade de indulgente. 2 Clemência. 3 Condescendência, tolerância. 4 Remissão total ou parcial das penas relativas aos pecados. 5 Perdão. I. plenária: absolvição plena das penas temporais.
Creio que a melhor definição para esta palavra seria tolerância.
Ser indulgente é ser tolerante com os defeitos de nossos irmãos, é não ver esses defeitos, ou se vê-los não torná-los públicos, até por que temos também os nossos defeitos e não gostamos que sejam tornados públicos, não é mesmo?
A indulgência nos é descrita pelos espíritos como um sentimento doce e fraternal que todos os homens devem alimentar para com os seus irmãos, mas são muito poucos os que fazem isso.
A pessoa que é indulgente procura ocultar os defeitos do seu próximo, procura antes, destacar as qualidades deste, principalmente quando pessoas maldosas tentam acusar essas pessoas.
Os indulgentes jamais perdem seu tempo com as más atitudes dos outros, emitindo criticas, desabonando, antes seu desejo é somente interceder por aquela alma através da prece e de todo o bem que lhe possa fazer.
O indulgente ao invés de julgar os outros julga ao seu próprio coração, suas atitudes, ao invés de usar de severidade com o seu semelhante, usa-a com os próprios pensamentos, atos, contra si mesmo, pois sabe muito bem que também é impefeito.
Nos tornando indulgente teremos com certeza subido um degrau a mais em nossa escalada evolutiva, e teremos com certeza um débito a menos para administrarmos perante a Divindade.
Devemos sempre ter em nossa mente que aquele que julga em última instância, que conhece o íntimo de cada um dos nossos corações pode perdoar as faltas que nós apontamos nos outros, e condenar aquelas que desculpamos em nós.
Portanto busamos em nós a indulgência como a quem busca a pedra preciosa, o ouro no garimpo, pois com a indulgência seremos ricos, pois com ela ajuntaremos tesouros no céu, enquanto a indulgência atrai, acalma e ergue, a intolerância e o rigor desanima, afasta e irrita.
Meditemos sobre isso.
PJC
*
Adaptação de texto do Evangelho Segundo o Espiritismo
Capitulo X - item 15
Com certeza você já deve ter ouvido muito falarem em indulgência, no meio cristão é uma palavra que é
frequentemente utilizada, como a dizer um dos predicados que devemos ter.
Pois bem e você sabe o que significa a indulgência, ou o ser indulgente?
Vejamos o que nos ensina o dicionário sobre esta palavra: Indulgência - in.dul.gên.cia - sf (lat indulgentia) 1 Qualidade de indulgente. 2 Clemência. 3 Condescendência, tolerância. 4 Remissão total ou parcial das penas relativas aos pecados. 5 Perdão. I. plenária: absolvição plena das penas temporais.
Creio que a melhor definição para esta palavra seria tolerância.
Ser indulgente é ser tolerante com os defeitos de nossos irmãos, é não ver esses defeitos, ou se vê-los não torná-los públicos, até por que temos também os nossos defeitos e não gostamos que sejam tornados públicos, não é mesmo?
A indulgência nos é descrita pelos espíritos como um sentimento doce e fraternal que todos os homens devem alimentar para com os seus irmãos, mas são muito poucos os que fazem isso.
A pessoa que é indulgente procura ocultar os defeitos do seu próximo, procura antes, destacar as qualidades deste, principalmente quando pessoas maldosas tentam acusar essas pessoas.
Os indulgentes jamais perdem seu tempo com as más atitudes dos outros, emitindo criticas, desabonando, antes seu desejo é somente interceder por aquela alma através da prece e de todo o bem que lhe possa fazer.
O indulgente ao invés de julgar os outros julga ao seu próprio coração, suas atitudes, ao invés de usar de severidade com o seu semelhante, usa-a com os próprios pensamentos, atos, contra si mesmo, pois sabe muito bem que também é impefeito.
Nos tornando indulgente teremos com certeza subido um degrau a mais em nossa escalada evolutiva, e teremos com certeza um débito a menos para administrarmos perante a Divindade.
Devemos sempre ter em nossa mente que aquele que julga em última instância, que conhece o íntimo de cada um dos nossos corações pode perdoar as faltas que nós apontamos nos outros, e condenar aquelas que desculpamos em nós.
Portanto busamos em nós a indulgência como a quem busca a pedra preciosa, o ouro no garimpo, pois com a indulgência seremos ricos, pois com ela ajuntaremos tesouros no céu, enquanto a indulgência atrai, acalma e ergue, a intolerância e o rigor desanima, afasta e irrita.
Meditemos sobre isso.
PJC
*
Adaptação de texto do Evangelho Segundo o Espiritismo
Capitulo X - item 15
A INDULGÊNCIA E A CARIDADE
Bianca Pinheiro
O Apóstolo Paulo, muito antes do advento da Doutrina Espírita, já nos advertia para a importância da caridade, como podemos constatar na belíssima passagem existente na primeira epístola aos Coríntios, capítulo 13, quando diz: “Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. E, quando houvesse distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.” Na questão 886 de “O Livro dos Espíritos”, se pergunta aos companheiros do plano extra-físico: “Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?” E a resposta dos Espíritos é direta e objetiva: “Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.” Indulgência é então um dos três pilares que sustentam a caridade e que deve ser objeto da nossa reflexão. No capítulo dez de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, os companheiros do Plano Maior esclarecem que a indulgência é a postura daquele que, dentre outras coisas, não vê os defeitos dos outros e, quando os vê, procura não evidenciá-los, não divulgá-los; não tem nos lábios censuras, mas sim conselhos edificantes e, preferencialmente, velados; vê primeiro os seus defeitos, ao invés de se preocupar com as imperfeições de seus companheiros; não propaga a maledicência, ao contrário, procura obstá-la com contra-argumentações firmes e cuidadosas. E acrescentam que aquele que pratica a indulgência é calmo, brando, pacífico, tolerante, compreensivo, paciente, pois vê no irmão, um Espírito em caminhada, um igual, um necessitado, assim como ele. Entende as faltas dos companheiros, como parte de um processo de aprendizado, no qual também se encontra inserido. É daí que retira a força para praticar a caridade através da indulgência, perdoando e auxiliando sempre que necessário, pois se reconhece também na posição daquele que, muitas vezes, precisa da compreensão e do perdão alheios. Todos temos arestas a aparar, vícios a transformar em virtudes e, por isso, a importância de praticarmos a indulgência, um dos pilares da caridade, fora da qual não conseguiremos desenvolver nossas potencialidades de filhos de Deus. Make Money Online : http://ow.ly/KNICZ
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O Apóstolo Paulo, muito antes do advento da Doutrina Espírita, já nos advertia para a importância da caridade, como podemos constatar na belíssima passagem existente na primeira epístola aos Coríntios, capítulo 13, quando diz: “Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. E, quando houvesse distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.” Na questão 886 de “O Livro dos Espíritos”, se pergunta aos companheiros do plano extra-físico: “Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?” E a resposta dos Espíritos é direta e objetiva: “Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.” Indulgência é então um dos três pilares que sustentam a caridade e que deve ser objeto da nossa reflexão. No capítulo dez de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, os companheiros do Plano Maior esclarecem que a indulgência é a postura daquele que, dentre outras coisas, não vê os defeitos dos outros e, quando os vê, procura não evidenciá-los, não divulgá-los; não tem nos lábios censuras, mas sim conselhos edificantes e, preferencialmente, velados; vê primeiro os seus defeitos, ao invés de se preocupar com as imperfeições de seus companheiros; não propaga a maledicência, ao contrário, procura obstá-la com contra-argumentações firmes e cuidadosas. E acrescentam que aquele que pratica a indulgência é calmo, brando, pacífico, tolerante, compreensivo, paciente, pois vê no irmão, um Espírito em caminhada, um igual, um necessitado, assim como ele. Entende as faltas dos companheiros, como parte de um processo de aprendizado, no qual também se encontra inserido. É daí que retira a força para praticar a caridade através da indulgência, perdoando e auxiliando sempre que necessário, pois se reconhece também na posição daquele que, muitas vezes, precisa da compreensão e do perdão alheios. Todos temos arestas a aparar, vícios a transformar em virtudes e, por isso, a importância de praticarmos a indulgência, um dos pilares da caridade, fora da qual não conseguiremos desenvolver nossas potencialidades de filhos de Deus. Make Money Online : http://ow.ly/KNICZ
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A indulgência é Luz
A indulgência é Luz
A indulgência não é apenas a capacidade de conviver com as limitações alheias. É antes de tudo, um exercício de autoconsciência; é a busca da compreensão de si mesmo através do outro.
Pela dificuldade de aceitar-se, a pessoa tende a julgar e condenar tudo e todos que de alguma forma não vive como acredita ser o ideal.
O excessivo rigor em ressaltar as mazelas dos que vai encontrando pelo caminho, atesta que o denunciante traz na sua natureza espiritual desejos e anseios semelhantes àqueles que condena, apresentando postura puritana e hábil no próprio comportamento, com uma alma cheia de angustias, conflitos e incertezas, que necessita de urgente direcionamento.
O homem pleno é compreensivo e ponderado, pois que, não se vendo refletido nas imperfeições dos outros – embora ainda as possua – guarda a certeza de estar trabalhando para o seu crescimento, aceitando-se como é, aspirando ser melhor.
Quando se convive com os contrastes nos vários comportamentos humanos, aumentam-se as chances de avaliar, experimentar e identificar o progresso pessoal realizado e onde ainda existe a carência de melhoria.
Mais do que conviver em harmonia com todos, a indulgência é um aferidor de caráter, de valores. A maioria dos homens nobres de todos os tempos, ofereceu numerosas lições para o engrandecimento da humanidade, contudo, foi e é pelo grande coração, pela piedade e compaixão com que acolheram e acolhem o ser humano, que a caridade alcança o seu verdadeiro caráter, o de elevar os filhos de Deus a se reconhecerem como irmãos, que o são.
A INDULGÊNCIA É LUZ ACESA A ILUMINAR O PRÓPRIO CORAÇÃO.
Autor: Adelvair David;
Publicado no jornal “Folha Noroeste” da cidade de Jales-SP, em 20-06-09.
FRATERLUZ
Fraternidade Espírita Luz do Cristianismo
A indulgência não é apenas a capacidade de conviver com as limitações alheias. É antes de tudo, um exercício de autoconsciência; é a busca da compreensão de si mesmo através do outro.
Pela dificuldade de aceitar-se, a pessoa tende a julgar e condenar tudo e todos que de alguma forma não vive como acredita ser o ideal.
O excessivo rigor em ressaltar as mazelas dos que vai encontrando pelo caminho, atesta que o denunciante traz na sua natureza espiritual desejos e anseios semelhantes àqueles que condena, apresentando postura puritana e hábil no próprio comportamento, com uma alma cheia de angustias, conflitos e incertezas, que necessita de urgente direcionamento.
O homem pleno é compreensivo e ponderado, pois que, não se vendo refletido nas imperfeições dos outros – embora ainda as possua – guarda a certeza de estar trabalhando para o seu crescimento, aceitando-se como é, aspirando ser melhor.
Quando se convive com os contrastes nos vários comportamentos humanos, aumentam-se as chances de avaliar, experimentar e identificar o progresso pessoal realizado e onde ainda existe a carência de melhoria.
Mais do que conviver em harmonia com todos, a indulgência é um aferidor de caráter, de valores. A maioria dos homens nobres de todos os tempos, ofereceu numerosas lições para o engrandecimento da humanidade, contudo, foi e é pelo grande coração, pela piedade e compaixão com que acolheram e acolhem o ser humano, que a caridade alcança o seu verdadeiro caráter, o de elevar os filhos de Deus a se reconhecerem como irmãos, que o são.
A INDULGÊNCIA É LUZ ACESA A ILUMINAR O PRÓPRIO CORAÇÃO.
Autor: Adelvair David;
Publicado no jornal “Folha Noroeste” da cidade de Jales-SP, em 20-06-09.
FRATERLUZ
Fraternidade Espírita Luz do Cristianismo
COMO PRATICAR A INDULGÊNCIA
COMO PRATICAR A INDULGÊNCIA
Para praticar a indulgência é preciso compreender, aceitar e dar a essa virtude o seu devido valor, como nos ensina o Espiritismo.
A indulgência é um sentimento de fraternidade, piedade, tolerância, benevolência e amor.
Como sentimento precisa ser cultivado pelo Espírito encarnado que exercita no mundo em que vivemos suas virtudes potencializadas.
Em assim sendo, para ser indulgente é necessário:
- Não ficar procurando os defeitos dos outros e, se os vê, evitar falar deles, divulgá-los; ao contrário, deve ocultá-los para evitar as malevolências e, se possível, atenuar a falta.
- Não fazer observações chocantes ou censura, e sim substituindo-as por bons conselhos e pacientes considerações com respeito e doçura.
Devemos ser severos para conosco e indulgentes para com os outros.
A prática da indulgência acalma, atrai, reergue, ao passo que o rigor desencoraja, irrita e afasta.
Quando perdoar aos seus irmãos, não os abandonem com seus erros e imperfeições; levai-lhes o amor ao mesmo tempo em que o perdão.
Lembremo-nos de que quando pedimos a Deus o perdão de nossas faltas somos perdoados, embora tenhamos que nos recompor diante delas.
Ofereçamos, portanto, ao irmão faltoso, as oportunidades para o seu reerguimento diante do bem e do aperfeiçoamento espiritual.
Se as imperfeições de uma pessoa não prejudicam senão a ela mesma, não há utilidade em fazer conhecê-las por outros; mas se podem causar prejuízos a outros é preferível alertar as possíveis vítimas.
Texto elaborado por Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira – 15/03/2012
Consulta: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Allan Kardec)
Para praticar a indulgência é preciso compreender, aceitar e dar a essa virtude o seu devido valor, como nos ensina o Espiritismo.
A indulgência é um sentimento de fraternidade, piedade, tolerância, benevolência e amor.
Como sentimento precisa ser cultivado pelo Espírito encarnado que exercita no mundo em que vivemos suas virtudes potencializadas.
Em assim sendo, para ser indulgente é necessário:
- Não ficar procurando os defeitos dos outros e, se os vê, evitar falar deles, divulgá-los; ao contrário, deve ocultá-los para evitar as malevolências e, se possível, atenuar a falta.
- Não fazer observações chocantes ou censura, e sim substituindo-as por bons conselhos e pacientes considerações com respeito e doçura.
Devemos ser severos para conosco e indulgentes para com os outros.
A prática da indulgência acalma, atrai, reergue, ao passo que o rigor desencoraja, irrita e afasta.
Quando perdoar aos seus irmãos, não os abandonem com seus erros e imperfeições; levai-lhes o amor ao mesmo tempo em que o perdão.
Lembremo-nos de que quando pedimos a Deus o perdão de nossas faltas somos perdoados, embora tenhamos que nos recompor diante delas.
Ofereçamos, portanto, ao irmão faltoso, as oportunidades para o seu reerguimento diante do bem e do aperfeiçoamento espiritual.
Se as imperfeições de uma pessoa não prejudicam senão a ela mesma, não há utilidade em fazer conhecê-las por outros; mas se podem causar prejuízos a outros é preferível alertar as possíveis vítimas.
Texto elaborado por Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira – 15/03/2012
Consulta: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Allan Kardec)
Caridade, a mãe da indulgência
Caridade, a mãe da indulgência
A Caridade é a mãe da indulgência, e a Humildade é o adubo que a faz crescer dentro de nossa prática diária. Se o arrependimento pode levar às lágrimas da mudança, só o trabalho no bem pode nos alterar as disposições íntimas e de fato nos trazer a cura espiritual de que tanto precisamos.
Cada dia, cada situação, cada irmão nosso que atravessa o caminho tem suas próprias dores, suas próprias limitações. Exatamente como nós. A nós cabe apenas e sempre o esforço sincero da ajuda ao semelhante, esquecendo do próprio ego. Isso fortalecerá tanto nosso Espírito em alegria que, ao esquecer de nós mesmos, alcançaremos a vitória no bem encontrando nosso verdadeiro eu e nosso Pai Eterno, em plena felicidade.
Não estejamos preocupados, portanto, com qualquer ação ferina voltada a nós outros. Quando estamos leves, tudo aquilo que vem passa e só serve como oportunidade de crescimento e auxílio, para que deixemos o nosso caminho e o de nossos semelhantes envoltos na luz e na beleza que Cristo Jesus nos ensinou com a prática da Caridade.
Estejam certos, espíritas e cristãos, de que servirão sempre e cada vez mais de modelo para aqueles que os cercam. E quanto mais professarem a verdade, mais serão julgados por vossos semelhantes pelo quanto a praticam.
Não tenham medo disso, porém. Já sabemos que somente a própria consciência é que julga. Se os outros nos julgam, devemos também ser indulgentes e compreender que só seremos perdoados por nós mesmos, e na mesma medida em que nós perdoarmos os outros.
Que a paz de Jesus esteja sempre em nosso coração, na certeza de que nosso caminho e nossa responsabilidade são nossos e de Deus, apenas.
Um abraço fraterno do irmão em Jesus,
Bezerra de Menezes
Mensagem psicodigitada pelo médium Francisco Madureira durante reunião mediúnica em São Paulo em 05/07/2011, após a leitura de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo 10, Instruções dos Espíritos, item 2: “A Indulgência”
A Caridade é a mãe da indulgência, e a Humildade é o adubo que a faz crescer dentro de nossa prática diária. Se o arrependimento pode levar às lágrimas da mudança, só o trabalho no bem pode nos alterar as disposições íntimas e de fato nos trazer a cura espiritual de que tanto precisamos.
Cada dia, cada situação, cada irmão nosso que atravessa o caminho tem suas próprias dores, suas próprias limitações. Exatamente como nós. A nós cabe apenas e sempre o esforço sincero da ajuda ao semelhante, esquecendo do próprio ego. Isso fortalecerá tanto nosso Espírito em alegria que, ao esquecer de nós mesmos, alcançaremos a vitória no bem encontrando nosso verdadeiro eu e nosso Pai Eterno, em plena felicidade.
Não estejamos preocupados, portanto, com qualquer ação ferina voltada a nós outros. Quando estamos leves, tudo aquilo que vem passa e só serve como oportunidade de crescimento e auxílio, para que deixemos o nosso caminho e o de nossos semelhantes envoltos na luz e na beleza que Cristo Jesus nos ensinou com a prática da Caridade.
Estejam certos, espíritas e cristãos, de que servirão sempre e cada vez mais de modelo para aqueles que os cercam. E quanto mais professarem a verdade, mais serão julgados por vossos semelhantes pelo quanto a praticam.
Não tenham medo disso, porém. Já sabemos que somente a própria consciência é que julga. Se os outros nos julgam, devemos também ser indulgentes e compreender que só seremos perdoados por nós mesmos, e na mesma medida em que nós perdoarmos os outros.
Que a paz de Jesus esteja sempre em nosso coração, na certeza de que nosso caminho e nossa responsabilidade são nossos e de Deus, apenas.
Um abraço fraterno do irmão em Jesus,
Bezerra de Menezes
Mensagem psicodigitada pelo médium Francisco Madureira durante reunião mediúnica em São Paulo em 05/07/2011, após a leitura de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo 10, Instruções dos Espíritos, item 2: “A Indulgência”
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