terça-feira, 20 de setembro de 2011

INSTRUÇÕES AOS EMISSÁRIOS – PARTE I - Pastorino

(Ano 30 A. D. ou 783 A. U . C. - Janeiro - Fevereiro)

Mat. 10:5-15

5. A estes doze (veja vol. 2) enviou
Jesus, dando-lhes estas instru-
ções: 'Não ireis pelas estradas
dos gentios, nem entrareis nas
cidades dos samaritanos,
6. mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel.
7. Pondo-vos a caminho, pregai
dizendo "está próximo o reino
dos céus".
8. Curai os enfermos, ressuscitai os
mortos, limpai os leprosos, expeli
os espíritos desencarnados; de
graça recebestes, de graça dai.
9. Não vos provereis de ouro, nem
de prata, nem de bronze em vossas cinturas;
10. nem de alforge para a jornada,
nem de duas túnicas, nem de
sandálias, nem de bordão, pois é
digno o operário de seu sustento.
11. Em qualquer cidade ou aldeia
em que entrardes, indagai quem
nela é digno; e aí ficai até vos retirardes.
12. Ao entrardes na casa, saudai-a
13. e se a casa for digna, desça sobre
ela a vossa paz; mas se o não for,
torne para vós vossa paz.
14. E se alguém vos não receber nem
ouvir vossas palavras ao sairdes
daquela casa ou daquela cidade,
sacudi o pó de vossos pés.
15. Em verdade vos digo, que no dia
do carma haverá menor rigor
para a terra de Sodoma e de
Gomorta, do que para aquela cidade".

Marc. 6:7 -11

7. E chamou a si os doze e
começou a envió-los dois
a dois e deu-lhes autoridade sobre os espíritos
atrasados,
8. e ordenou-lhes que nada
levassem para o caminho, exceto um só bordão; nem alforge, nem
pão, nem dinheiro na
cintura;
9. mas que fossem calçados
de sandálias e que não
vestissem duas túnicas.
10. Disse mais a eles: "Em
qualquer casa onde entrardes, permanecei ali
até que vos retireis do
lugar.
11. E se algum (lugar) não
vos receber, nem vos ouvir saindo dali sacudi o
pó da sola de vossos pés
em testemunho contra
eles”.

Luc. 9:1-5
1. Convocando a si os doze,
deu-lhes poder e autoridade sobre todos os espíritos desencarnados e
para curarem doenças,
2. e enviou-os a pregar o
reino de Deus e a curar.
3. E disse-lhes: "Nada leveis para o caminho,
nem bordão, nem alforge, nem pão, nem prata,
nem tenhais duas túnicas.
4. Em qualquer casa em
que entrardes, nela ficai
e dali partireis.
5. E qualquer (local) que
vos não receber, ao sair
da cidade, sacudi o pó
de vossos pés, em testemunho contra eles.

Tal como faz no "Sermão do Monte", Mateus conservou-nos, de seguida, uma série de recomendações
atinentes à pregação da Boa-Nova, por parte dos Emissários, enquanto nos outros evangelistas as encontramos esparsas.
Podemos dividir a alocução de Mateus em cinco partes principais. Em nosso texto apenas as enumeraremos. São elas:
A - Instruções (vers . 5 a 15);
B - Avisos (vers. 16 a 23);
C - Encorajamento (vers. 24 a 33);
D - Dificuldades (vers. 34 a 39) e
E - Recompensas ( vers. 40 a 42) .

Muitas coisas foram ditas sob o império das circunstâncias da época, e necessitam ser atualizadas. À
recomendação de "não seguir pela estrada dos gentios nem entrar nas cidades dos samaritanos, mas só
falar às ovelhas perdidas da casa de Israel", pode bem substituir-se hoje: "não pretender fazer prosélitos de outras religiões, tirando-os de suas crenças, mas falar apenas àqueles que estiverem insatisfeitos e perturbados em sua própria religião".

"Os doze" é fórmula frequente em Marcos (4:10; 9:34; 10:32; 11:11; 14:10,17,20,43) e em Lucas (8:1;
9:2; 18:31; 22:3,47; At. 6:2, etc.), designando os discípulos mais chegados, aos quais Jesus denominou
oficial mente como "seus Emissários" (Apóstolos).

A partir deste momento os doze se tornam efetivamente Emissários de Jesus, e Este os instrui sobre o
comportamento durante a viagem. Essas recomendações voltarão, quando do envio dos 72 discípulos,
mais adiante.

Marcos esclarece que eles foram mandados "dois a dois", tal como é dito a respeito dos setenta e dois.
O tema básico da pregação é ainda a fórmula do Batista (Mat. 3:2) repetida no início por Jesus (Mat.
4:17), de que "o Reino dos céus está próximo", ou seja, não se acha distante no tempo (após a desencarnação) nem espaço (nas alturas, acima das  nuvens), mas antes acha-se próximo a nós no tempo
(agora, já) e no espaço (dentro de nós, Luc. 17: 21).

Além disso recebem os doze a ordem taxativa de curar os enfermos ressuscitar os mortos, de limpar os
corpos (da lepra) e os espíritos (dos obssesores). Tudo isso deve ser feito, sem que jamais se pense em
retribuição de qualquer espécie, mormente financeira: de graça recebestes (este dom) de graça dai(-o a
todos os que vo-lo pedirem).

Até aqui a concordância dos três sinópticos  não oferece dúvida. Mas na enumeração do que devem
levar ou não, no caminho, há certas discrepâncias. Concordam em proibir: a) dinheiro; b) alforge (com
víveres) e c) d túnicas, Entretanto Mateus e Lucas proíbem o bordão, enquanto Marcos o recomenda;
Mateus proíbe as sandálias, Marcos as autoriza e Lucas silencia a respeito.
Analisemos o texto.

Falando no dinheiro, Marcos diz "bronze", Lucas escreve "prata" e Mateus especifica "nem ouro
(krysÛn) nem prata (argyrÛn) nem bronze (kalkÛn). Nesses materiais eram cunhadas as moedas, segundo seus valores, sendo que de bronze eram confeccionadas as moedinhas de pequeno valor.
Traduzimos "na cintura" (e não no "bolso", nem na "bolsa"), pois era a cintura (ou às vezes o turbante)
o local utilizado para carregar as moedas, quer colocadas em pequenos sacos, quer numa cava costurada para isso na cintura da túnica. Já expressamos (vol. 2) nosso pensamento, quanto à tradução dos
Evangelhos, como deve ser feita: com toda a clareza e fidelidade em termos da língua atual, mas que
dêem com a máxima exatidão o sentido da época. Falar em bolsas ou bolsos seria anacronismo, pois o
que na época se utilizava não era o que hoje entendemos com essas palavras. E não só entre israelitas
se carregava o dinheiro na cintura, pois Horácio (Epíst. II. 2, 40) escreve: ibit eo quo vis, qui zonam
pÈrdidit, isto é, "irá aonde quiseres, quem perdeu a cintura", ou seja, o dinheiro.

As sandálias ou alpercatas também são proibidas em Mateus, que as chama hypodÍmata (sola de couro
ou de madeira, amarrada aos pés), mas são autorizadas em Marcos, com a expressão: hypodedemÈnois
sand·lia, "amarrando sandálias sob os pés".

"Vestir duas túnicas" era costume de viagem, para proteger-se do frio à noite, servindo a segunda de
"muda", enquanto se lavava a de baixo, que estava suada.

Todas essas recomendações são feitas para treinar a confiança na Providência do Pai ("que não deixa
morrer de fome um pardal' ...), assim como o espírito de desprendimento e pobreza, indispensável a
quem pregava o reino do Espírito. E tudo foi dito em vista da conclusão: "o operário é digno de seu
sustento". O grego trophÍ exprime o alimento e algo mais: como acolhida e hospedagem. A trophÍ era
o que se proporcionava aos filhos da casa.

Ao chegar à localidade, mister informar-se de alguém que fosse "digno" (·xios), e nessa casa se permaneceria todo o tempo, pois ausentar-se dela constituiria, segundo o hábito israelita, ofensa ao hospedeiro.

Ao entrar na casa, a primeira coisa a fazer é "saudar" seus moradores (Mateus: asp·sasthe), fórmula
simples que Lucas (10:5) dá por extenso: "em qualquer casa em que entreis, começai dizendo paz a
esta casa." E, uma vez atraídas as vibrações de paz, ela se derrama fatalmente, quer sobre a casa, se a
sintonia for boa, quer sobre o próprio emissário.

Se o emissário cristão não fosse recebido, devia fazer o que era hábito de todo o israelita, quando regressava à Palestina proveniente de terras pagãs: sacudia o pó da roupa e dos pés, para não conspurcar
a Terra Santa. Paulo e Barnabé (At. 13:5) obedecem à letra a essa recomendação, quando são obrigados a sair de Antióquia da Pisídia para dirigir-se a Icônia. De qualquer forma, não deveria haver polê-
mica: caso não fosse aceito, devia retirar-se imediatamente.

A memória do cataclismo de Sodoma e Gomorra permanecia viva, e era julgado como o mais terrível
castigo da impiedade. Pois menos rigor haveria para essas cidades, que para aquela que não recebesse
os enviados do Mestre.

No entanto, a permanência em cada localidade devia ser curta. A tradição da época, registrada da DidachÍ (11:1) prescreve um dia ou, no máximo, dois, acrescentando que "aquele que permanecer três
dias é falso profeta".

O "dia do carma" (krisis) não se refere ao "juízo final", mas à colheita do resultado das ações feita por
meio da frequência vibratória de cada um: de acordo com as ondas básicas (tônica) de cada ser, será
ele atraído para este ou para aquele local, tal como as ondas hertzianas que penetram no aparelho de
rádio-receptor de acordo com a sintonia em que este se encontra.

Se as ações forem na linha do bem (na direção do Espírito) a colheita será alegria e paz; se forem no
sentido do mal (matéria ou satanás) o resultado colhido (carma) será dores e sofrimentos. Essa triagem,
essa "separação" (KrÌsis) é exatamente o carma automático, pois a Lei já estabeleceu tudo de antemão,
e não é necessário que ninguém faça julgamentos. A humanidade de hoje não precisa mais dessas figurações infantis: já está madura para receber a verdade sem distorções. Então, de acordo com o carma
será o estado de espírito dos seres, vibratoriamente separados segundo suas tônicas.

JULGAMENTO

Há um verbo grego (krÌnÛ) que é sistematicamente traduzido nas edições correntes por JULGAR; e seu
substantivo (krÌsis) é sempre transladado por JULGAMENTO ou JUÍZO.
Estudemos esses termos, que são de capital importância na compreensão do ensino de Jesus.
O verbo KRÕN‘ apresenta os sentidos básicos de: separar, fazer triagem, escolher, decidir, resolver e,
por analogia e extensão, julgar.
O substantivo KRÍSIS exprime fundamentalmente: aÁ„o, separaÁ„o, triagero, escolha, o resultado da
aÁ„o de escolher, decis„o, donde, por analogia e extens„o, julgamento, ou juÌzo.

Analisemos, agora o sentido etimológico, que também importa. Foram consultados: "Émile Boisacq,
Dictionnaire …timologique de Ia Langue Grecque, 4.ª edição, Heidelberg, 1950"; Liddell & Scott,
Greek-English Dictionary", Oxford, 1897"; e "Sir Monier Monier-Williams, A Sanskrit-English Dictiona,y, Oxford, 1960", pág. 258 e 300.
KRÍNÔ e KRÍSIS (assim como o latim CERNO) vêm da raiz sânscrita KRI, que significa: agir, fazer,
causar, elaborar, construir, escolher, etc.
Dessa mesma raiz KRI deriva o substantivo sânscrito KARMA, que exprime: aÁ„o, realizaÁ„o, efeito,
resultado da aÁ„o escolhida, escolha, e cujo sentido é perfeitamente compreendido pelos estudiosos
do espiritualismo, ou seja: CARMA é a consequência (boa ou má) de uma ação (boa ou má) que a criatura tenha realizado por sua livre escolha .
Verificamos, pois, que traduzir sistematicamente KRÍNÔ e KRÍSIS por “julgar" e "julgamento" (sentidos analógicos e extensivos) é, em muitos casos, forçar o sentido e até desvirtuá-lo totalmente.
EXEMPLOS – “O Pai a ninguém julga, mas deu todo julgamento ao Filho" (João, 5:22) só formaria
sentido se aceitássemos um deus pessoal, sentado num trono (como Salomão) a proferir sentenças,
embora de grande sabedoria. Aliás, muita gente imagina exatamente uma cena assim ... Sabemos, porém, que isso jamais pode dar-se com o Ser Absoluto e Impessoal que é O Pensamento Criador e Sustentador dos universos, transcendente a tudo e a todos, mas imanente em todos e em tudo, pois que
constitui a essência última de todos os seres e de todas as coisas.

Apliquemos a tradução lógica (não a "analógica") e vejamos: "O Pai a ninguém escolhe, mas deixa
toda escolha ao filho". Aí o sentido procede: justamente por ser imanente em todos, o Pai Impessoal a
ninguém escolhe, porque a todos, "bons e maus, justos e injustos" (cfr. Mat. 5:45), santos e criminosos,
dá as mesmas oportunidades, a mesma quantidade de amor e, liberdade absoluta do livre-arbítrio. Mas
"toda escolha é dada ao filho", isto é, ao ser humano, "filho de Deus" que, com seu livre-arbítrio, escolhe o caminho que quer, arcando depois com as consequências, na "época  do carma” (no "dia do
juízo", que pretende traduzir exatamente a palavra  krisis). No caso de Jesus, Ele podia afirmar, em
continuação: "e minha escolha é justa, porque não busco a minha vontade, mas a vontade de quem me
enviou” (João, 5:30), isto é, o Pai que é representado em nós pelo Cristo Interno, pelo Logos em nós .
Se nesse trecho traduzíramos KRÍNÔ por "julgar", haveria frontal contradição com os seguintes textos:

a) João, 8:15-16: "vós julgais segundo a carne (as aparências); eu a ninguÈm julgo. Mas se eu julgo
alguém, é verdadeiro meu julgamento, por que não estou só, mas eu, e o Pai que me enviou". Afinal, é o Pai que julga? ou deu o julgamento ao filho? E como o filho não julga ninguém? Não seria
possível compreender-se.
Substitua-se, porém, nesse passo, a tradução analógica pela lógica, e o sentido se torna claro, óbvio, compreensível: "vós escolheis segundo a carne (as aparências); eu não escolho ninguém; mas,
se escolho alguém, é verdadeira minha escolha, porque não estou só, mas eu, e o Pai que me enviou".

b) João, 12: 47: "Se alguém me ouve as palavras e não confia, eu não o julgo, pois não vim para julgar o mundo, mas para salvar o mundo". Afinal o julgamento é do filho ou do Pai? Se "todo o julgamento foi dado ao filho”, como diz o filho que “não veio para julgar"? Então, compreendemos
que realmente, há uma diferença entre os dois textos, e que, neste último passo, krÌnÙ tem, de fato,
o sentido analógico de "julgar". Aqui é mesmo JULGAR como naquele outro passo de Lucas
(5:37): "Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados".
No trecho que aqui comentamos, compreendemos perfeitamente que não pode haver um "dia do juí-
zo", interpretação que deu margem à invenção de  um "juízo particular" e de um "juízo universal",
quando "o mundo terminaria”. Esses absurdos anticientíficos e antilógicos não mais podem ser aceitos
hoje. Não haverá "fim do mundo", pois no máximo poderá ocorrer um "fim de ciclo", que coincide
com o movimento pendular do eixo do planeta, cada 26.000 ou 28.000 anos. No entanto, há comprovadamente a época da "colheita de resultado de nossas ações" a cada término de existência terrena, ou seja, "o dia do carma", assim como, a cada fim de ciclo, haverá uma triagem (separação) de acordo com as vibrações de cada um. Portanto, a melhor tradução do trecho, em termos atuais, para compreendermos o que Jesus ensinou, é exatamente "o dia do carma", isto é, "o dia da colheita (krÌsis) dos resultados de nossas ações, boas ou más".

Isto porque, a cada pessoa ou coletividade, "será dado segundo suas obras” (cfr. Mat. 16:27; Rom. 2:6;
2 Cor. 5:10 e 11:15; 1 Pe. 1:17: Apoc. 2:23 e 22:12; e outros semelhantes).
Ao ler este primeiro trecho, temos a impress„o de estar recordando as recomendaÁıes que s„o feitas
‡queles que, emiss·rios do Alto para a Terra, reencarnam com tarefas especÌficas de evangelizaÁ„o.
Os que costumamos chamar de "espÌritos mission·rios aÌ encontram as diretrizes b·sicas de seu comportamento: desprendimento total e absoluto de tudo o que pertence ao plano material, inclusive ‡s
pessoas fÌsicas e ‡s organizaÁıes religiosas. A tarefa È especÌfica: ensinar a proximidade do reino dos
cÈus, que se encontra dentro de cada um. Se n„o for aceito num local, numa famÌlia, saia para os outros, para todos os que est„o "perdidos", isto  È, desorientados. Nessa  passagem r·pida, distribuir
PAZ, sa˙de, luz e amor, sem nada esperar de volta.
Ensina-nos o trecho que nenhuma preocupaÁ„o devemos ter com a personalidade transitÛria, que fenece como a erva do campo. O aceno ao "dia do carma" esclarece que na colheita do resultado das
aÁıes È muito mais levada em conta a atitude espiritual (recusa de espiritualizar-se) do que os atos
fÌsicos do corpo, os erros do sexo (Sodoma e Gomorra) e as imperfeiÁıes sempre naturais a quem È
imperfeito. O ato de recusar o convite para espiritualizar-se ("pecado contra a EspÌrito") È que constitui a condenaÁ„o, n„o como castigo, mas porque isso vem assinalar externamente a direÁ„o interna
de seu caminhar. Se a criatura est· caminhando para o sul e, embora convidada, recusa ir para o
norte, est· condenada a jamais chegar ao norte; assim, se caminhar para a matÈria ("anti-sistema") e
recusa voltar-se para dirigir-se ao EspÌrito (ìSistema"), fica ipso facto "condenada", porque ìpeca
contra o EspÌrito" (Luc. 12:10), isto È, se movimenta na direÁ„o oposta ao EspÌrito.
Resumindo: todo aquele que pretende dedicar-se ‡ vida real do Espirito, tem que desprender-se (desapegar-se) de tudo quanto È material: dinheiro, roupa, calÁado, comidas, etc., vivendo apenas para
fazer o bem: curando, ressuscitando, limpando, distribuindo PAZ, tudo "de graÁa", sem esperar retribuiÁ„o. SÛ o EspÌrito vale: a personalidade È precária e transitória.

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